A ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, acabou chamando atenção nos bastidores de Brasília por um motivo, digamos, nada comum. Neste mês, veio à tona que ela mantém parado, há cerca de 13 anos, um processo dentro do seu gabinete. Isso mesmo, mais de uma década sem uma conclusão definitiva. O caso, inclusive, já é considerado a medida cautelar mais antiga ainda em tramitação no STF.
Pra entender melhor, tudo começou lá em 18 de março de 2013. Naquela época, a ministra tomou uma decisão individual, ou seja, sem levar para o plenário, suspendendo partes de uma lei que tratava da divisão dos royalties do petróleo e do gás natural. Desde então, o processo nunca mais voltou para ser analisado pelos demais ministros. Ficou ali, meio que em “stand by”, enquanto o tempo passava.