Mais de um terço dos casos de câncer diagnosticados no mundo hoje poderiam, sim, ser evitados. Não é exagero, nem discurso motivacional barato. É o que aponta uma nova análise da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicada recentemente na revista Nature Medicine, uma das mais respeitadas da área. O estudo olhou de perto quase 19 milhões de novos diagnósticos registrados só em 2022 e chegou a um número que chama atenção: cerca de 38% desses casos têm ligação direta com fatores que podem ser modificados no dia a dia.
Em outras palavras, hábitos de vida e condições ambientais seguem tendo um peso enorme na conta final. Entre os vilões mais conhecidos aparecem o tabagismo, o consumo frequente de álcool, o excesso de peso, a falta de atividade física e a poluição do ar. Também entram nessa lista algumas infecções que poderiam ser evitadas com vacinação e cuidados básicos de saúde, algo que volta e meia vira debate em épocas de campanhas do SUS ou discussões sobre orçamento público.