Tony Ramos usa às redes sociais e lamenta morte: “Dor”

Tony Ramos voltou a emocionar o público ao falar sobre uma sequência de perdas que atingiram o meio artístico brasileiro nos últimos dias. Durante uma conversa com a coluna de Fábia Oliveira, do Metrópoles, o veterano ator comentou a morte do jornalista Renato Machado, que faleceu aos 83 anos. Visivelmente abalado, ele definiu o sentimento como uma “dor silenciosa”, deixando claro que ainda tenta assimilar a partida de um profissional que fez parte da história da televisão brasileira.

Mesmo acostumado a conceder entrevistas e falar com tranquilidade, Tony não conseguiu esconder a emoção. Em alguns momentos da conversa, suas palavras mostraram o peso dessas despedidas. Segundo ele, perder pessoas que ajudaram a construir a comunicação e a dramaturgia nacional deixa um vazio dificil de explicar. É uma sensação que vai muito além da saudade.

O ator também lembrou de outras despedidas recentes que mexeram bastante com ele. Entre elas, a do ator Rui Rezende e a do escritor Benedito Ruy Barbosa, dois nomes que marcaram gerações. Tony fez questão de recordar a amizade que tinha com ambos e destacou a importância que eles tiveram para a televisão brasileira ao longo das últimas décadas.

Ao falar de Benedito Ruy Barbosa, o artista foi direto ao ponto. Disse que o autor foi um dos grandes responsáveis pelo fortalecimento da teledramaturgia nacional, criando novelas que atravessaram gerações e ficaram na memória do público. Para Tony, trabalhar com Benedito sempre foi um privilégio, já que além do talento, existia uma relação de amizade construída ao longo dos anos.

Sobre Rui Rezende, o carinho também ficou evidente. Tony lembrou que os dois dividiram trabalhos ainda na antiga TV Tupi e, mais tarde, voltaram a se encontrar na Globo. Foram muitos anos de convivência, gravações, bastidores e histórias compartilhadas. Segundo ele, essas lembranças agora passam a ter ainda mais valor. “Perdemos grandes figuras da dramaturgia brasileira”, resumiu o ator, sem esconder a tristeza.

As declarações aconteceram em um momento em que a televisão brasileira vive uma fase de muitas homenagens a artistas e profissionais que ajudaram a construir sua história. Nas redes sociais, fãs e colegas também prestaram diversas mensagens de despedida aos nomes que partiram, mostrando o tamanho do legado deixado por cada um deles.

Mesmo diante da tristeza, Tony Ramos também aproveitou a entrevista para falar sobre o trabalho que continua desenvolvendo na televisão. Atualmente interpretando Otoniel na novela Quem Ama Cuida, ele afirmou que encara cada personagem com a mesma responsabilidade de quando iniciou a carreira. Segundo o ator, não existe cena pequena ou sem importância. Todas merecem dedicação máxima.

Para ele, entrar em um estúdio exige preparo, respeito pelo público e compromisso com a história que está sendo contada. Tony explicou que nunca chega para gravar pensando apenas em decorar falas. Antes de qualquer cena, procura entender a emoção daquele momento e como pode transmitir isso da forma mais verdadeira possível.

“O artista não pode entrar no estúdio perguntando o que vai falar hoje. É preciso entender que cada cena tem seu peso”, comentou. Ele afirmou ainda que essa filosofia acompanha sua trajetória não apenas na televisão, mas também no cinema e no teatro. É justamente esse amor pela profissão que, segundo ele, faz continuar trabalhando depois de tantos anos de carreira.

Recentemente, Tony também fez questão de prestigiar a montagem da peça Beijo no Asfalto, clássico de Nelson Rodrigues protagonizado por Edson Celulari e Eduardo Sterblitch. Sua presença foi vista como um gesto de incentivo ao teatro brasileiro, setor que enfrenta desafios constantes, mas continua reunindo grandes produções e talentos.

Aos 77 anos, Tony Ramos segue sendo um dos artistas mais respeitados do país. Entre homenagens, lembranças e novos trabalhos, ele demonstra que o carinho pela arte permanece o mesmo. Mesmo enfrentando a tristeza pelas perdas recentes, o ator deixa claro que pretende continuar honrando a memória dos amigos fazendo aquilo que sempre amou: contar boas histórias para o público brasileiro.



Recomendamos