Gonet defende PEC da Segurança: combate ao crime sem ciúme institucional

A Importância da Cooperação na Segurança Pública

No encerramento do XIV Fórum de Lisboa, realizado na última quarta-feira, dia 3, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, fez uma declaração que chamou a atenção de muitos. Ele defendeu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, ressaltando que essa medida é fundamental para aumentar a cooperação entre as diferentes esferas do governo no combate ao crime, afirmando que “o combate ao crime não deve ter ciúme institucional”.

O Que É a PEC da Segurança Pública?

A PEC da Segurança Pública, que se encontra em tramitação no Senado e já completou três meses sem progresso, tem como objetivo reestruturar e integrar as forças de segurança do Brasil. Uma das principais inovações propostas é a criação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), que permitirá uma atuação mais coordenada entre os níveis federal, distrital, estadual e municipal. Gonet destacou que, ao contrário do que alguns críticos afirmam, essa proposta não prejudica o modelo de federalismo, mas sim fortalece a cooperação entre as diferentes esferas de governo.

Por Que a Cooperação É Essencial?

O procurador-geral argumentou que, sem a cooperação adequada entre os órgãos de segurança, o combate ao crime se torna um desafio muito mais complexo. “Devemos agir sem que o ciúme institucional impeça a eficácia no combate ao crime”, afirmou. Essa afirmação reflete uma preocupação crescente entre os cidadãos em relação à segurança pública, e a PEC se mostra como uma tentativa do governo de responder a essa demanda.

Desafios da Segurança Pública no Brasil

O Brasil enfrenta uma série de desafios relacionados à segurança pública, que vão desde o tráfico de drogas até a violência urbana. Gonet mencionou que o eleitorado está cada vez mais preocupado com esses temas, e a PEC da Segurança é uma das apostas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026. Essa proposta busca não apenas melhorar a segurança interna, mas também garantir que haja uma coordenação eficaz entre os diferentes órgãos de segurança, como polícias e forças armadas.

Colaboração Internacional: Um Passo Necessário

Outro ponto levantado por Gonet foi a necessidade de colaboração internacional no combate ao crime organizado. Ele enfatizou que a cooperação jurídica internacional é crucial para o plano interno brasileiro, pois permite o compartilhamento de informações sobre como as facções criminosas atuam em diferentes países. A Polícia Federal do Brasil já utiliza instituições como a Interpol e a Europol, que possibilitam a troca de informações entre as polícias de todo o mundo em tempo real.

O Papel do Eleitorado

A PEC da Segurança não é apenas uma medida governamental, mas também reflete a vontade do eleitorado que clama por ações efetivas no combate à criminalidade. A pressão da sociedade é um fator que pode influenciar a aprovação dessa proposta no Senado. À medida que mais pessoas se manifestam sobre suas preocupações com a segurança, torna-se ainda mais importante que os legisladores ouçam e atuem.

Conclusão

A declaração de Paulo Gonet no Fórum de Lisboa sublinha a importância da cooperação entre os diversos níveis de governo e a necessidade de uma abordagem integrada para enfrentar os desafios da segurança pública no Brasil. A PEC da Segurança Pública é uma tentativa de responder a essa demanda, mas seu sucesso dependerá da colaboração entre todas as partes envolvidas. Assim, a discussão sobre segurança não deve se restringir apenas a um assunto político, mas sim se tornar um compromisso coletivo.



Recomendamos