Crime Organizado e Terrorismo: A Perspectiva de Celso Amorim
No dia 28 de setembro, em um evento que chamou bastante atenção, Celso Amorim, atual assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, fez uma declaração que provocou discussões acaloradas. Ele afirmou que equiparar o crime organizado ao terrorismo não é útil, uma afirmação que surgiu em um contexto delicado, onde o governo dos Estados Unidos se preparava para classificar as facções brasileiras PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas.
O Contexto da Declaração
Durante o XIV Encontro Internacional de Altos Representantes para Assuntos de Segurança, realizado na Rússia, Amorim destacou o crescimento do crime organizado e a necessidade urgente de entender as motivações que levam grupos como o PCC e o CV a se formarem e a operarem. “O crime organizado deve ser combatido com a máxima energia e determinação”, disse ele, ressaltando que a compreensão das raízes do problema é essencial para que as ações de combate sejam efetivas. Em suas palavras, a análise do fenômeno deve ser feita com cuidado e não apenas rotulando os grupos como terroristas.