Rodrigo Bocardi voltou a abrir o jogo sobre a saída dele da TV Globo, e dessa vez falou de um jeito mais direto, até meio cansado, sabe? Em entrevista recente, ele classificou a demissão como “injusta” e disse que, até hoje, não engoliu bem o jeito como tudo aconteceu. Segundo o jornalista, as acusações que teriam motivado o desligamento nunca foram de fato comprovadas, o que deixa a situação ainda mais estranha na visão dele.
Durante participação no Programa Flávio Ricco, exibido pela LeoDias TV, Bocardi comentou que a emissora não apresentou provas concretas sobre o suposto descumprimento das normas éticas do jornalismo — argumento esse usado para encerrar o contrato dele. Ele até tentou manter um tom mais tranquilo no começo, dizendo que vê aquilo como algo “superado”, mas dá pra perceber que ainda incomoda. “É uma relação entre empresa e funcionário… já passou, né? Um ano e três meses depois…”, soltou, meio sem muita convicção.
Mas logo depois ele mesmo deixou claro que não superou totalmente coisa nenhuma. Bocardi afirmou, sem rodeio, que se sente injustiçado até hoje. E foi bem enfático nisso. Disse que nunca apresentaram nada que comprovasse as acusações e que tem consciência tranquila. Tipo, falou com aquela segurança de quem acredita no que tá dizendo, mas também com um certo ar de frustração, talvez.
Outro ponto que chamou atenção foi quando ele começou a falar da rotina pesada que levava nos últimos anos na Globo. Quem acompanha televisão sabe que apresentar um telejornal matinal não é fácil, e ele confirmou isso. Bocardi contou que já vinha desgastado bem antes da demissão, principalmente por causa do horário. Acordar todo dia às quatro da manhã, durante mais de uma década, não é pra qualquer um. “Foram 13 anos assim”, disse ele, como quem relembra algo que já tava no limite.
E não era só o horário. Ele também revelou que já não sentia mais prazer no que fazia. Isso é curioso, porque muita gente de fora imagina que trabalhar num programa como o “Bom Dia SP” seria o auge. Mas pra ele já não fazia sentido. “Eu não queria mais”, resumiu. Simples assim. E às vezes é isso mesmo, né? A pessoa cansa, perde o brilho… acontece.
Ele ainda comentou que não se via fazendo outro tipo de jornalismo dentro da emissora. Não tinha vontade, nem desejo. Isso pesa bastante também. Não é só sair de um programa, é meio que uma mudança de ciclo mesmo, talvez até inevitável.
Sobre o futuro, Bocardi confirmou que tem conversas rolando no mercado. Nada fechado ainda, mas existe interesse. E sim, o nome do SBT entrou na história. Ele não negou que existem negociações, porém deixou claro que não vai aceitar qualquer coisa só pra voltar pra TV aberta. Parece que ele tá mais seletivo agora, querendo algo que realmente combine com esse novo momento da vida dele.
“Não vou simplesmente ir lá apresentar um programa todo dia e pronto”, disse. Ou seja, ele quer mais do que só aparecer na tela. Quer um projeto com sentido, com identidade, alguma coisa que faça ele se sentir motivado de novo.
No fim das contas, dá pra perceber que a saída da Globo foi um divisor de águas pra ele. Entre mágoas, cansaço e novas possibilidades, Bocardi parece estar tentando se reinventar. E, sendo bem sincero, isso é algo que muita gente também passa hoje em dia, ainda mais nesse cenário de mudanças rápidas na televisão e no jornalismo.