Márcio Bonfim entra às pressas com plantão na Globo e comunica falecimento

A notícia pegou muita gente de surpresa e deixou um clima meio pesado no ar, principalmente pra quem acompanha televisão há anos. O jornalista Márcio Bonfim apareceu ao vivo na programação da TV Globo pra confirmar algo que ninguém queria ouvir: a morte da também jornalista Selma Rita Severo Lins, aos 73 anos. Foi aquele tipo de entrada que já começa diferente, sabe? Mais séria, com um tom visivelmente abalado.

Depois desse primeiro anúncio, Márcio voltou a aparecer, dessa vez direto da bancada do Jornal Nacional, onde trouxe mais detalhes sobre o que tinha acontecido. Mesmo tentando manter a postura profissional, dava pra perceber que não era só mais uma notícia comum. Ele explicou que Selma vinha enfrentando problemas de saúde já há bastante tempo, e que infelizmente o quadro se agravou. Segundo ele, a jornalista estava internada por complicações de um câncer — uma doença que ela encarou por mais de vinte anos, o que não é pouca coisa.

E aí entra uma parte que muita gente talvez não saiba: Selma teve uma carreira bem sólida dentro do jornalismo. Márcio fez questão de lembrar disso, citando que ela passou não só pela Globo, mas também por outras emissoras importantes como o SBT e a Record. Ou seja, era uma profissional respeitada no meio, dessas que construíram história mesmo, tijolo por tijolo, sem muito alarde.

No meio disso tudo, também teve espaço pra falar um pouco da vida pessoal dela, ainda que de forma breve. Selma era casada e deixa um filho, o que torna tudo ainda mais sensível. Porque quando a notícia sai do profissional e encosta no pessoal, pesa diferente, né? Não tem como não imaginar a dor da família nesse momento.

Quem também se manifestou foi o apresentador William Bonner. Ele usou as redes sociais — algo bem comum hoje em dia, ainda mais em situações assim — pra prestar uma homenagem. E não foi qualquer mensagem padrão não. Deu pra sentir que vinha de um lugar verdadeiro. Bonner contou que teve uma amizade de cerca de 40 anos com Selma, o que já diz muita coisa por si só.

Na publicação, ele escreveu que os dois mantiveram uma relação “franca e carinhosa” ao longo dessas décadas. Em outro trecho, falou algo que muita gente acabou compartilhando depois: que ela “se deu o direito de descansar”, depois de uma longa batalha contra a doença. É uma forma delicada de dizer adeus, sem pesar tanto, mas ainda assim tocando quem lê.

Ele também aproveitou pra destacar uma característica que, segundo ele, definia bem quem era Selma: a lealdade. Disse que, numa carreira como a deles, encontrar pessoas verdadeiras faz toda diferença — e que ela era exatamente assim. Não é aquele tipo de elogio vazio, parece mais coisa de quem conviveu de perto mesmo.

Esse tipo de notícia sempre mexe um pouco com quem acompanha televisão, especialmente porque muitos desses profissionais acabam fazendo parte da rotina das pessoas, mesmo sem perceber. E quando alguém assim se vai, fica um certo silêncio, meio difícil de explicar.

No fim das contas, fica o legado. Uma trajetória longa, marcada por dedicação e também por relações que ultrapassaram o trabalho. E talvez seja isso que mais tenha ficado evidente nas falas de quem conviveu com ela: mais do que uma jornalista, Selma era alguém que marcou de verdade as pessoas ao redor.



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