Declaração de Juliano Cazarré revolta atores da Globo; entenda

O ator Juliano Cazarré voltou a virar assunto nas redes — e não foi pouco — depois que anunciou um evento chamado “O Farol e a Forja”. A ideia, segundo ele mesmo explicou, é reunir homens pra conversar sobre liderança, empreendedorismo e também espiritualidade. Até aí, poderia parecer só mais um projeto motivacional, desses que tem aparecido bastante nos últimos tempos. Mas o que pegou mesmo foram as falas que vieram junto com o anúncio.

Cazarré disse que os homens hoje estariam “fragilizados” dentro da sociedade atual. A declaração caiu como uma bomba, principalmente porque ele já vinha sendo criticado por opiniões parecidas antes. Ele também comentou que já foi “cancelado” por defender que homens e mulheres têm papéis diferentes dentro das relações. E isso, claro, reacendeu uma discussão que parece nunca ter fim na internet.

Segundo o ator, as críticas que recebe são injustas. Ele afirma que é atacado simplesmente por defender a família e por não pedir desculpas por ser homem. “Eu não vou pedir desculpa por isso”, basicamente foi o tom da fala. Desde 2018, quando ele passou por uma conversão religiosa e se aproximou mais do catolicismo, muita gente percebeu uma mudança no discurso dele. Ficou mais conservador, mais firme nessas pautas tradicionais.

Tentando explicar melhor o que pensa, ele chegou a escrever algo que deu ainda mais repercussão: disse que a masculinidade não é um erro que precisa ser corrigido, nem algo pra ser usado contra os outros. Segundo ele, seria uma ferramenta de construção, tanto pra família quanto pra sociedade. A frase até pareceu mais equilibrada pra alguns, mas pra outros… só piorou a situação.

E aí veio o que já era meio esperado: a reação. E não foi só do público comum não, colegas de profissão também entraram na discussão. Gente que divide ou já dividiu espaço com ele na televisão, inclusive em produções recentes.

Um dos primeiros a comentar foi Paulo Betti, que não economizou nas palavras. Ele ironizou dizendo que o ator fala de si mesmo como se fosse uma entidade, quase como alguém acima dos outros. A crítica pegou forte, e rapidamente viralizou.

Logo depois, Guta Stresser apareceu com um comentário mais curto, porém direto: disse que não concordava com o colega. Sem rodeios, sem muita explicação, mas deixando claro o posicionamento dela.

A atriz Maeve Jinkings foi um pouco mais além. Ela escreveu que achava triste ver o ator preso em uma narrativa que, segundo ela, seria perigosa e até narcísica. Falou também que isso poderia ser irresponsável, considerando o impacto que figuras públicas têm hoje em dia. Ainda assim, pontuou que ele é adulto e tem seus próprios recursos — ou seja, sabe o que está fazendo.

Já Cláudia Abreu trouxe um contexto que pesou ainda mais no debate. Ela lembrou que o Brasil vive um momento delicado, com números altos de feminicídio. E aí, dentro desse cenário, discursos sobre papéis rígidos de gênero acabam sendo vistos com mais preocupação.

No fim das contas, o que era pra ser só um evento acabou virando mais uma polêmica daquelas que dominam a internet por dias. Tem quem concorde com Cazarré, dizendo que ele só está falando o que pensa, e tem quem critique, afirmando que esse tipo de discurso pode reforçar ideias antigas que muita gente tenta superar.

E assim segue… mais um capítulo de um debate que, pelo visto, ainda vai longe.



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