Filho de Oscar Schmidt entrega últimos momentos e revela pedido do pai antes da morte: ‘Foi muito…’

A morte de Oscar Schmidt ainda ecoa forte entre fãs e, claro, dentro de casa. Quem resolveu abrir um pouco desse lado mais íntimo foi o filho dele, Felipe Schmidt, corretor e também diretor criativo, que falou sem filtro sobre como foram os últimos momentos do pai. O ex-jogador, considerado um dos maiores nomes do basquete brasileiro, morreu aos 68 anos depois de passar mal em casa e ser levado às pressas para o hospital, na última sexta-feira, dia 17.

Em entrevista ao jornalista Roberto Cabrini, exibida no Domingo Espetacular, Felipe tentou organizar as lembranças — o que nem sempre é fácil nessas horas. Ele contou que o último ano foi, nas palavras dele, “muito complicado”, quase um sobe e desce emocional que ninguém tava realmente preparado pra enfrentar.

Segundo ele, tudo começou a ficar mais sério quando os médicos descobriram uma nova massa na cabeça de Oscar. Não era a primeira vez, o que já deixava o clima pesado. Ainda assim, a família seguiu com esperança. “Ele fez uma terceira cirurgia no ano passado”, disse Felipe, lembrando que, no começo, parecia que as coisas iam melhorar. E de fato, teve um período em que o ex-atleta reagiu bem, chegou até a dar sinais de recuperação, o que deu um certo alívio — mesmo que temporário.

Mas aí, como acontece em muitos casos assim, a situação virou. As melhoras pararam de aparecer e, aos poucos, o quadro foi piorando. Felipe comentou que houve uma conversa marcante com o oncologista responsável, aquele tipo de conversa que ninguém quer ter, mas que chega sem avisar direito. O médico explicou que o tumor tinha se espalhado e que o cenário era mais grave do que parecia antes. Foi um choque, embora lá no fundo a família já estivesse percebendo que algo não ia bem.

E o mais difícil talvez tenha sido a rapidez com que tudo aconteceu depois disso. Felipe contou que, cerca de dez dias após essa conversa com o médico, o pai acabou falecendo. É aquele tipo de coisa que deixa todo mundo meio sem chão, sabe? Parece que não dá tempo nem de processar direito.

Mesmo assim — e isso ele fez questão de destacar — nem tudo foi só dor nesse período. Felipe disse que conseguiu viver momentos bons com o pai nos últimos meses, pequenos instantes que acabam virando grandes lembranças depois. Ele contou, por exemplo, que Oscar ainda conseguia falar em alguns momentos, olhar nos olhos, reconhecer as pessoas próximas. Teve até um episódio especial no aniversário dele, em fevereiro, quando o pai conseguiu cantar parabéns. Pode parecer simples, mas nessas circunstâncias vira algo enorme.

“Eu acho que consegui, de certa forma, me despedir”, disse Felipe, numa fala meio embargada, meio reflexiva. Não foi uma despedida formal, daquelas de filme, mas foi real dentro do possível. E talvez isso faça diferença no luto, embora não apague a dor.

Durante a entrevista, Cabrini ainda perguntou se Oscar chegou a preparar a família para sua partida, aquele tipo de conversa direta sobre o fim. Felipe respondeu que o pai até falava sobre isso em entrevistas, de forma mais pública, mas dentro de casa não teve exatamente esse momento claro de “vai ficar tudo bem”. Talvez porque ele sempre foi visto como alguém forte, resistente — e de fato foi até o fim.

No fim das contas, fica a imagem de um homem que lutou bastante, dentro e fora das quadras. E também o retrato de uma família que, mesmo no meio do sofrimento, conseguiu encontrar pequenos respiros de carinho e conexão. Não é uma história fácil de contar… mas é daquelas que muita gente entende, infelizmente.



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