William Bonner surge nas redes sociais e anuncia falecimento de pessoa querida: “Tristeza”

A notícia da morte de Selma Rita Severo Lins pegou muita gente de surpresa neste sábado (18/4), em São Paulo. Aos 73 anos, a jornalista, que marcou gerações dentro da TV brasileira, não resistiu após anos enfrentando complicações de um câncer diagnosticado lá atrás, mais de duas décadas. Era uma luta longa, daquelas silenciosas, que pouca gente vê por completo.

Quem fez questão de se despedir publicamente foi William Bonner. O apresentador, bastante conhecido por ser mais reservado, abriu o coração nas redes sociais e relembrou o início da própria trajetória — que, segundo ele mesmo contou, tem ligação direta com Selma.

Ele escreveu algo que chamou atenção de muita gente. Disse que ela foi sua primeira chefe quando chegou à Globo, em junho de 1986. De lá pra cá, foram cerca de 40 anos de convivência. Não só profissional, diga-se… virou amizade mesmo, daquelas que atravessa fases da vida. Bonner destacou que Selma era uma pessoa leal, verdadeira, e que isso, no fim das contas, é o que realmente importa numa carreira.

Em um trecho da homenagem, ele comentou que ela “se deu o direito de descansar”, depois de tanto tempo enfrentando a doença. A frase, simples, mas forte, acabou emocionando colegas e seguidores.

E não demorou muito pra que outras pessoas também se manifestassem. Nos comentários da publicação, vários nomes conhecidos deixaram mensagens. A jornalista Daniela Branches, por exemplo, escreveu algo bem direto: que amizades sinceras fazem tudo valer a pena no ambiente profissional. Já a atriz Nany People preferiu algo mais curto, mas não menos sentido — apenas desejou “sinceros sentimentos”.

Selma tinha uma trajetória bem sólida na televisão. Começou lá nos anos 80, quando o jornalismo ainda era bem diferente do que a gente vê hoje — sem redes sociais, sem essa velocidade absurda de informação. Na Globo, ela passou por várias funções, inclusive cargos de chefia em telejornais importantes.

Aliás, muita gente que hoje aparece na TV teve algum tipo de aprendizado com ela. Não era só chefe no papel, sabe? Era daquelas que ensinava, cobrava, mas também apoiava. Meio raro hoje em dia, se for parar pra pensar.

Além da Globo, ela também teve passagens pelo SBT e pela Record, o que mostra como era respeitada no meio. Não ficava parada, sempre envolvida em projetos relevantes.

Já nos anos 2000, Selma voltou pra Globo e assumiu posições estratégicas. Em São Paulo, trabalhou como coordenadora de edição do Jornal Nacional — função que exige muita responsabilidade. Era ela quem ajudava a organizar reportagens, cuidar da equipe e dar aquela última olhada no conteúdo antes de ir pro ar. Um trabalho que muita gente não vê, mas que é essencial.

Em 2021, ela precisou se afastar temporariamente. O motivo já era a saúde, que vinha exigindo mais atenção. Mesmo assim, pessoas próximas dizem que ela nunca perdeu o interesse pelo jornalismo. Continuava acompanhando, opinando… do jeito dela.

A verdade é que a morte de Selma deixa um vazio grande, principalmente pra quem conviveu com ela de perto. Não só pelo lado profissional, mas pelo humano mesmo. Em tempos onde tudo parece rápido e descartável, histórias como a dela mostram o contrário: que relações construídas com respeito e sinceridade ainda têm muito valor.

E, bom… fica aquela sensação meio estranha, difícil de explicar. Mas também fica o legado. E isso, querendo ou não, permanece.



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