A notícia da morte de Oscar Schmidt, confirmada nesta sexta-feira (17/04), mexeu com muita gente — inclusive com Faustão, que não escondeu o baque ao comentar o assunto. Em conversa com a coluna, o apresentador falou de forma direta, bem do jeito que o público já conhece, e relembrou momentos marcantes ao lado do ex-jogador.
Sem rodeios, ele soltou: “Perdemos mais um integrante do ‘grupo da pizza’: Oscarzão”. A fala, apesar de simples, carrega um peso enorme. Faustão explicou que o amigo já estava afastado há algum tempo, por conta da saúde debilitada. “Ele estava ausente… já não tava bem. Que tristeza”, completou, deixando claro que a perda foi sentida de verdade, não só como figura pública, mas como alguém próximo.
No meio da lembrança, ele puxou uma história mais leve, quase nostálgica, envolvendo a família. Contou que seus filhos, João Guilherme e Rodrigo, ainda pequenos, aprenderam truques de mágica com o Oscar. Um detalhe curioso, até meio inesperado, que mostra um lado mais íntimo do ídolo do basquete, longe das quadras e da fama. Coisas simples, mas que ficam guardadas.
E aí o tom muda um pouco. Faustão começa a falar do passado mais distante, quando conheceu Oscar ainda jovem, lá nos tempos de base do Palmeiras. Segundo ele, já dava pra perceber que o cara era diferente. “Sempre foi focado em tudo na vida”, disse. Não era só talento, era disciplina, dedicação… aquela combinação que a gente sabe que faz diferença lá na frente.
O apresentador também aproveitou pra lembrar de momentos curiosos da televisão, especialmente da época em que ainda estava na Globo. Citou, por exemplo, quando ajudou a dar espaço para Oscar em eventos e participações. E no meio disso tudo, surgiu uma história envolvendo Tadeu Schmidt — que hoje é um nome conhecido nacionalmente, mas que na época ainda tava começando.
Faustão contou que Tadeu apareceu em um quadro de karaokê do programa, meio que sem muita atenção do público. “Ninguém dava bola pra ele”, disse, com aquele jeito meio sincero até demais. Na época, o irmão dele trabalhava como repórter em Brasília, e a situação era bem diferente de hoje. É curioso como essas histórias mostram o quanto o tempo muda tudo, né?
Aliás, o próprio Faustão fez questão de destacar isso. Em tom mais reflexivo, ele comentou sobre a passagem do tempo e os desafios da vida. “A vida passa rápido, meu… tem que estar esperto pros percalços”, falou. Não é exatamente uma frase nova, mas quando vem num contexto desses, ganha outro peso.
E claro, não dava pra não tocar no assunto da doença. Oscar Schmidt enfrentou um câncer, uma batalha longa e difícil. Segundo Faustão, ele chegou a superar a doença em determinado momento, o que trouxe esperança pra muita gente. Mas, infelizmente, como acontece em muitos casos, a luta deixou marcas.
A morte do ídolo não é só mais uma notícia triste — é daquelas que fazem parar um pouco, pensar. Principalmente pra quem acompanhou a carreira dele, seja nas quadras ou até mesmo nas participações na TV. Oscar não era só um atleta, era uma figura que marcou gerações.
No fim das contas, o relato de Faustão não foi cheio de palavras bonitas ou discursos elaborados. Foi simples, direto, até meio bruto em alguns momentos. Mas talvez seja justamente isso que torna tudo mais real. Porque quando a perda é de verdade, não tem muito ensaio que resolva.