A morte do ex-jogador Oscar Schmidt pegou muita gente de surpresa e deixou o país em clima de comoção. Segundo informações divulgadas pela prefeitura de Santana de Parnaíba, a causa foi uma parada cardiorrespiratória. Ele passou mal dentro da própria casa, ali no município, e chegou a ser levado com urgência para o Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana. Só que, infelizmente, já deu entrada na unidade sem sinais vitais, nesta sexta-feira (17).
Oscar tinha 68 anos e deixa a esposa, Maria Cristina, além dos filhos Felipe e Stephanie. Uma família que sempre esteve ao lado dele, inclusive nos momentos mais dificeis, principalmente durante a luta contra a doença que ele enfrentou por tantos anos.
Pra quem acompanhou a trajetória dele, sabe que não foi uma batalha fácil. Desde 2011, o ex-atleta lutava contra um câncer no cérebro, algo que mudou completamente a rotina dele. Foram duas cirurgias delicadas pra retirada de tumores, além de várias sessões de quimioterapia ao longo desse período. Mesmo assim, Oscar nunca perdeu aquele jeito forte, direto e até irreverente que sempre marcou sua personalidade dentro e fora das quadras.
Aliás, muita gente lembra que, mesmo enfrentando a doença, ele continuava aparecendo em entrevistas, eventos e até nas redes sociais, sempre com alguma fala marcante. Era o tipo de pessoa que não escondia o que pensava, e isso acabou aproximando ainda mais os fãs.
A despedida aconteceu de forma bem reservada. O corpo foi cremado ainda na noite de sexta-feira, em uma cerimônia íntima, apenas com a presença de familiares. Um detalhe que chamou atenção foi o fato dele ter sido vestido com a camisa da Seleção Brasileira de basquete, o que simboliza bem o tamanho da ligação dele com o esporte.
O local da cerimônia não foi divulgado, e tudo aconteceu de maneira discreta, como a família preferiu. Em uma nota publicada nas redes sociais, os familiares agradeceram o carinho e as mensagens que vieram de todas as partes do Brasil. E não foram poucas, viu. Desde ex-companheiros de quadra até torcedores mais jovens, muita gente fez questão de prestar homenagem.
E não é pra menos. Oscar Schmidt não foi só mais um jogador. Ele foi um dos maiores nomes da história do basquete mundial, reconhecido inclusive fora do país. Seu estilo de jogo, a precisão nos arremessos e a dedicação total ao esporte marcaram época.
Nos últimos anos, o estado de saúde dele já inspirava cuidados, embora nem sempre isso fosse exposto com tantos detalhes. Ainda assim, ele seguia sendo lembrado frequentemente, seja em reportagens, programas esportivos ou até nas redes sociais, onde sempre surgia algum vídeo antigo dele jogando ou dando entrevistas.
A morte dele acontece em um momento em que o Brasil tem discutido bastante sobre saúde, qualidade de vida e até o impacto de doenças graves a longo prazo. Isso acaba trazendo uma reflexão meio inevitável sobre o quanto a vida pode mudar de repente, né.
Enfim, fica o legado. Um legado gigante, diga-se de passagem. Dentro das quadras, ele foi praticamente imparável. Fora delas, virou símbolo de resistência, principalmente pela forma como enfrentou a doença por tanto tempo.
Pode até parecer clichê falar isso, mas é verdade: o nome de Oscar Schmidt dificilmente será esquecido. Seja por quem viu ele jogar ao vivo ou por quem conhece apenas pelas histórias, ele continuará sendo referência no esporte brasileiro.