A tarde desta quarta-feira (15) terminou de um jeito que ninguém esperava. Um acidente grave na BR-381, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, deixou uma cena pesada e difícil de digerir. Um carro da TV Band acabou se envolvendo em uma batida com um caminhão, e o impacto foi tão forte que mudou completamente o rumo daquele dia.
Dentro do veículo estavam dois profissionais da imprensa, em mais uma rotina de trabalho que parecia comum. Mas não foi. O cinegrafista Rodrigo Lapa, de 49 anos, que dirigia o carro, infelizmente não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. A notícia caiu como um choque, principalmente entre colegas de profissão, que sabem bem como é a correria das ruas.
Já a repórter Alice Ribeiro, de 35 anos, ficou gravemente ferida. Ela foi socorrida em estado crítico, numa operação que mobilizou equipes de resgate. O helicóptero Arcanjo, do Corpo de Bombeiros, precisou ser acionado pra agilizar o atendimento. A jornalista foi levada às pressas para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte. Até o momento, o estado de saúde dela inspira cuidados, o que deixa todo mundo apreensivo.
Alice não é só uma profissional dedicada, dessas que vivem o jornalismo na prática do dia a dia. Ela também é mãe. Mãe do pequeno Pedro, um bebê que nasceu em junho de 2025 e que hoje está com quase dez meses. É impossível não pensar na família numa hora dessas, né? Dá um aperto.
Ela trabalha no Grupo Bandeirantes desde 2021. Começou lá em Brasília, depois seguiu carreira em Minas Gerais, onde estava há cerca de um ano e nove meses. Colegas descrevem Alice como alguém comprometida, sempre presente nas pautas e com aquele olhar atento pra notícia. Sabe aquele tipo de jornalista que não mede esforço? Pois é.
E tem um detalhe que chama ainda mais atenção nessa história toda. A equipe estava justamente voltando de uma reportagem sobre a necessidade de duplicação da BR-381. Um tema recorrente, que envolve segurança, riscos e o alto número de acidentes na rodovia. Meio irônico, e até revoltante, pensar que foi exatamente nesse trajeto que tudo aconteceu.
Segundo as primeiras informações, a estrada chegou a ser completamente interditada por volta das 13h. O trânsito ficou parado enquanto equipes de resgate trabalhavam no local. Quem passou por lá viu de perto o tamanho da destruição. Não foi pouca coisa.
A Band Minas divulgou uma nota confirmando o acidente e prestando informações sobre o estado da repórter. Também lamentou a morte do cinegrafista, o que era esperado, mas ainda assim doloroso. Em situações assim, não tem muito o que dizer, só sentir mesmo.
Esse tipo de notícia acaba mexendo com todo mundo, até quem não conhece as vítimas. Talvez porque mostra como tudo pode mudar em questão de segundos. Um dia comum vira tragédia, sem aviso nenhum. E, sinceramente, isso faz a gente parar pra pensar.
Nos últimos tempos, inclusive, tem se falado muito sobre segurança nas estradas brasileiras. Casos assim só reforçam o quanto ainda falta investimento, cuidado e atenção. Não é de hoje que a BR-381 é considerada perigosa. E pelo visto, continua sendo.
Agora, fica a torcida. Pela recuperação da Alice, pela força da família do Rodrigo e por mais consciência no trânsito. Porque no fim das contas, ninguém sai de casa esperando não voltar. E quando acontece… é difícil até encontrar palavras.