Bolsonaro troca Michelle e faz pedido ousado ao STF

Nesta quinta-feira, dia 2, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) que chamou bastante atenção nos bastidores de Brasília. A solicitação foi direcionada ao ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo caso, e tem um objetivo bem específico: permitir que Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, possa atuar como uma espécie de cuidador durante o período em que Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.

A ideia, segundo os advogados, é simples — mas ao mesmo tempo delicada. Eles argumentam que o estado de saúde do ex-presidente não é dos melhores e exige acompanhamento quase que constante. Como Michelle tem compromissos profissionais e pessoais, ela não conseguiria ficar 100% do tempo ao lado do marido. Daí entra o nome do irmão, que, de acordo com a defesa, já teria ajudado em outras situações parecidas anteriormente.

O pedido também inclui a autorização para que Carlos Eduardo possa frequentar a residência localizada no Jardim Botânico, em Brasília, sempre que necessário. A intenção é garantir que Bolsonaro tenha apoio para atividades básicas do dia a dia, algo que, segundo os advogados, não pode ser negligenciado nesse momento.

Agora, claro, tudo depende da decisão de Moraes, que vem sendo uma figura central em diversos episódios políticos recentes no país. O ministro ainda deve analisar os argumentos apresentados e decidir se aceita ou não incluir o cunhado do ex-presidente na lista de pessoas autorizadas a entrar na casa.

Falando da situação em si, Bolsonaro vive hoje um cenário bem diferente do que estava acostumado durante seus anos de poder. Ele foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, acusado de envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado — um caso que continua gerando debates acalorados nas redes sociais e também fora delas.

Antes de ir para o regime domiciliar, ele chegou a ficar cerca de 125 dias detido em Brasília, no 19º Batalhão da Polícia Militar, local que ficou conhecido popularmente como “Papudinha”. A transferência para casa aconteceu no final de março de 2026, depois que o ex-presidente enfrentou problemas sérios de saúde.

Ele foi internado com um quadro de pneumonia bacteriana, mais especificamente broncopneumonia, que acabou se complicando. Segundo laudos médicos apresentados pela defesa, a situação exigia cuidados mais intensos, o que justificaria a permanência em casa. Foi aí que surgiu a chamada “prisão domiciliar humanitária”, concedida por Moraes por um período inicial de 90 dias.

Depois desse prazo, a situação ainda será reavaliada pelo STF, o que significa que nada é definitivo até agora. Enquanto isso, Bolsonaro segue em sua residência oficial, usando tornozeleira eletrônica e sob uma série de restrições bem rígidas.

E quando se fala em restrições, não é pouca coisa não. Ele está totalmente proibido de usar redes sociais — seja diretamente ou por meio de terceiros. Também não pode utilizar celular ou qualquer outro tipo de aparelho de comunicação, o que, convenhamos, muda bastante a rotina de alguém que sempre foi muito ativo online.

As visitas também são bem limitadas. Apenas familiares próximos, como os filhos, além de médicos e advogados, podem entrar sem maiores problemas. Já aliados políticos, que antes eram presença constante, agora só podem visitar com autorização específica da Justiça — e em muitos casos, nem isso tem sido permitido.

Outro ponto que chama atenção é a proibição de participar ou até mesmo se aproximar de manifestações e aglomerações. Existe um limite de um raio de 1 km da residência que ele não pode ultrapassar nessas situações.

No meio de tudo isso, o pedido envolvendo o irmão de Michelle surge como mais um capítulo dessa história cheia de reviravoltas. Resta saber qual será a decisão do STF — e como isso pode impactar o dia a dia do ex-presidente daqui pra frente.



Recomendamos