Ex-produtor da Globo massacra “Bom Dia Brasil” e dispara: “Lixo”

Na madrugada dessa terça-feira (31/03), Fabricio Marta resolveu ir pras redes sociais e falar, sem muito filtro, sobre o que vinha incomodando ele já fazia um tempo. Ex-produtor da TV Globo, ele publicou um desabafo daqueles no Instagram e acabou jogando luz em bastidores que normalmente ficam bem escondidos do público. O alvo principal? O telejornal Bom Dia Brasil.

Logo no começo do texto, ele já chegou soltando o verbo, sem rodeio. Falou sobre o tal “gaveteiro”, termo usado dentro das redações pra matérias que simplesmente não vão ao ar. Segundo ele, isso virou algo tão comum no jornal que chega a dar um arrepio em quem trabalha ali. “Esse gaveteiro me remeteu a um telejornal da Globo…”, escreveu, meio indignado, meio cansado já da situação.

E não parou por aí. Fabricio afirmou que existe, sim, uma insatisfação interna com o programa. De acordo com ele, o Bom Dia Brasil seria o produto jornalístico da casa que mais transforma reportagens prontas… em nada. Ou pior: em material descartado. Pesado, né? Ele usou palavras fortes, falou até em “lixo”, o que mostra bem o nível da frustração.

Mas aí ele mesmo faz uma ponderação. Disse que entende como funciona o jornalismo diário — afinal, notícias urgentes entram, outras saem, faz parte do jogo. Só que, segundo ele, o problema não é esse em si. O que pega mesmo é a frequência com que isso acontece e, principalmente, a forma como as decisões são tomadas. Não tem muito cuidado, nem sensibilidade, segundo o relato.

Um ponto que chamou atenção foi quando ele falou dos entrevistados. Gente que tira horas do dia, às vezes se desloca, se prepara… e no fim, nada vai ao ar. “Falta empatia, falta respeito”, resumiu ele. E dá pra imaginar o tamanho da frustração dessas pessoas também, né? Não é só uma questão interna da emissora, acaba respingando em quem participa das matérias.

Além disso, ele também comentou sobre as equipes de reportagem. Segundo Fabricio, há um certo desperdício de talento ali. Profissionais que poderiam estar produzindo conteúdos mais certeiros, mas acabam presos em um ciclo de produzir coisas que, no fim, vão parar na tal gaveta. Ele chegou a dizer que são “quilos e quilos” de reportagens de qualidade sendo descartadas. Um exagero? Talvez… mas que dá uma ideia do volume, isso dá.

E aí entra outra crítica: o dinheiro. Produzir reportagem custa caro, envolve equipe, deslocamento, tempo. Jogar isso fora, segundo ele, seria praticamente desperdiçar recurso. Fabricio até mencionou que uma auditoria simples já mostraria números “chocantes”. Mas, segundo ele, nada é feito. Zero mudança.

Pra fechar, ele ainda soltou umas ironias que mostram bem o clima nos bastidores. Disse que o jornal é apelidado de “Bom Dia Gaveta” entre os profissionais. E foi além: brincou que alguns repórteres já estariam na categoria “Bom Dia Closet”, de tantas matérias guardadas. Meio ácido, meio sarcástico… mas com aquele fundo de verdade que incomoda.

No fim das contas, o relato dele viralizou e abriu discussão. Tem gente que duvida, claro. Outros dizem que não é bem assim. Mas uma coisa é certa: quando alguém de dentro fala, o assunto ganha outro peso. E nesse caso, deu o que falar — e ainda deve render.



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