Estudante de Direito é assassinada por ex-companheiro em regime semiaberto

A morte da estudante de Direito Thaís Ellen Barbosa de Oliveira, de apenas 23 anos, chocou moradores de Cariacica nesta segunda-feira (30). O caso aconteceu no bairro Itaquari, e deixou um clima pesado entre vizinhos e familiares, daqueles que ninguém esquece fácil.

Segundo relatos da família, o principal suspeito do crime é o ex-companheiro da jovem, Tiago Machado Paixão. Ele estaria em regime semiaberto por envolvimento com tráfico de drogas e, mesmo assim, trabalhava durante o dia em uma empresa da construção civil, na Serra, retornando depois ao sistema prisional. A situação dele, inclusive, foi questionada junto à Secretaria de Estado da Justiça, mas até agora, nenhuma resposta foi dada. Meio estranho isso, né?

O que mais revolta quem acompanha o caso é a sequência dos acontecimentos. De acordo com parentes, horas antes de morrer, Thaís teria mandado mensagens para Tiago avisando que queria colocar um ponto final no relacionamento. Um fim definitivo, sem volta. Só que, pelo visto, ele não aceitou muito bem.

Testemunhas contam que houve uma discussão entre os dois ainda durante a tarde. O relacionamento já durava cerca de quatro anos, e, como em muitos casos que a gente vê quase todo dia no noticiário, terminou da pior forma possível. Violência.

A jovem foi encontrada dentro de um dos quartos da casa onde morava, caída, ao lado de uma faca — que a polícia acredita ter sido usada no crime. O atendimento de emergência foi acionado, mas infelizmente não havia mais o que fazer. A morte foi confirmada ali mesmo.

Um detalhe que chama ainda mais atenção é que, após o crime, o suspeito teria ido até a escola do filho do casal, uma criança de apenas 3 anos. Ele buscou o menino e o deixou com familiares. Antes de fugir, ainda teria confessado o assassinato. É aquele tipo de história que parece até roteiro de filme, mas é real… e aconteceu aqui perto.

Foi justamente a prima do suspeito quem acionou a polícia. Ela contou que ele apareceu na casa da avó dizendo que tinha cometido o crime. Depois disso, sumiu. Até o momento, ele não foi localizado.

Thaís não era só mais uma vítima. Ela estava no terceiro período de Direito, cheia de planos, como qualquer jovem da idade dela. Trabalhava como estagiária, cuidava do filho e, segundo a família, levava os estudos muito a sério. “Ela se dedicava de corpo e alma”, contou um primo, ainda bastante abalado.

Quem conhecia fala que ela era alegre, gostava de viver, tinha sonhos. É difícil não pensar em quantas histórias assim têm se repetido ultimamente no Brasil. Casos de violência contra a mulher que parecem não ter fim. A gente vê na TV, nas redes sociais, e às vezes esquece que são vidas reais sendo interrompidas.

O corpo da jovem foi encaminhado ao Departamento Médico Legal (DML) de Vitória. A expectativa da família era pela liberação ainda na manhã desta terça-feira (31), para que o velório e o enterro aconteçam no Cemitério Parque da Paz, em Cariacica.

Enquanto isso, a Polícia Civil segue investigando o caso por meio da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher. Até agora, ninguém foi preso, e as autoridades dizem que não podem divulgar muitos detalhes pra não atrapalhar as investigações.

Informações sobre o paradeiro do suspeito podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque-Denúncia, no número 181, ou até mesmo via WhatsApp. Qualquer detalhe pode ajudar.

No fim das contas, fica a dor de uma família destruída e mais um alerta — que infelizmente já virou rotina — sobre relacionamentos abusivos e o risco que muitas mulheres ainda enfrentam. Uma história triste, revolta, e que deixa aquela sensação de que poderia ter sido evitado.



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