Quem é Fabiana Bolsonaro? Deputada confunde brasileiros e verdade vem à tona

A polêmica envolvendo a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL) segue dando o que falar nos corredores da Assembleia Legislativa de São Paulo, a famosa Alesp, e também nas redes sociais — onde tudo vira debate, às vezes até exagerado, mas enfim, faz parte do jogo político hoje em dia.

Pra começo de conversa, muita gente ainda acha que ela tem ligação direta com a família do ex-presidente Jair Bolsonaro. Só que não é bem assim. Apesar do sobrenome forte, que chama atenção e rende voto, Fabiana não é parente deles. O “Bolsonaro” foi adotado lá em 2022, durante a campanha, como uma estratégia política mesmo, algo bem comum hoje, ainda mais em tempos de polarização.

O nome verdadeiro dela é Fabiana de Lima Barroso Souza, e ela vem de uma família já envolvida com política e religião. O pai, Adilson Barroso, é pastor e figura conhecida nos bastidores partidários. Ele já tentou vários cargos, tipo deputado federal e até prefeito em cidades do interior paulista, mas nunca conseguiu se eleger. Mesmo assim, segue influente nos bastidores, ajudando a montar candidaturas e alianças.

Foi ele, inclusive, quem incentivou a filha a entrar na política. E não só isso: também ajudou a moldar o posicionamento dela, bem alinhado com pautas conservadoras, algo que a deputada faz questão de reforçar nas redes sociais.

Antes de chegar à Alesp, Fabiana foi vice-prefeita de Barrinha, no interior de São Paulo, entre 2021 e 2023. Depois, em 2022, veio a eleição para deputada estadual, onde ela conseguiu mais de 65 mil votos. Um número considerável, diga-se.

Hoje, com pouco mais de 30 anos, ela integra comissões importantes dentro da Assembleia, como as de direitos das mulheres, pessoas com deficiência e também de ciência e tecnologia. Além disso, costuma destacar com orgulho sua participação na chamada bancada evangélica.

Mas o que realmente colocou o nome dela no centro de uma grande controvérsia foi um episódio recente no plenário. Durante um discurso, ela apareceu com a pele pintada de marrom — prática conhecida como “blackface” — e fez uma série de declarações sobre identidade de gênero.

A cena gerou reação imediata. Deputados de partidos como PT, PSOL, PCdoB e PSB entraram com um pedido no Conselho de Ética da Alesp, alegando quebra de decoro parlamentar. Dependendo do andamento, isso pode até levar à perda do mandato, embora esse tipo de processo costume ser longo e cheio de etapas.

O argumento dos parlamentares é que a atitude ultrapassa a liberdade de expressão e entra no campo da discriminação, com conteúdo considerado racista e também transfóbico. Segundo eles, não foi algo feito no calor do momento, mas sim planejado, com intenção de provocar.

Além disso, a deputada Monica Seixas registrou um boletim de ocorrência por racismo. Ou seja, o caso não ficou só na esfera política, mas também pode ter desdobramentos jurídicos.

Nas redes sociais, Fabiana tentou se explicar. Disse que sua fala foi distorcida e que o objetivo era levantar um debate sobre representatividade. Segundo ela, cada grupo deveria ser representado por pessoas que realmente vivem aquela realidade. A esquerda, segundo a deputada, estaria manipulando o discurso para atacá-la.

Mesmo assim, o episódio reacendeu um debate antigo, mas ainda muito atual: o uso do “blackface”. Essa prática tem origem lá no século 19, principalmente nos Estados Unidos, quando atores brancos pintavam o rosto de preto para ridicularizar pessoas negras em espetáculos. Era algo carregado de estereótipos negativos, que ajudavam a reforçar o racismo estrutural.

Com o tempo, ficou claro que não se trata só de “fantasia” ou maquiagem. É algo com peso histórico, ligado à desumanização e à exclusão de uma população inteira. Por isso, hoje é amplamente considerado ofensivo e inaceitável em muitos contextos.

No Brasil, apesar de ainda aparecer em situações como carnaval ou programas antigos de TV, o entendimento tem mudado — e casos como esse mostram que a sociedade está mais atenta.

Agora, resta saber como o Conselho de Ética vai conduzir a situação. Enquanto isso, o assunto segue rendendo discussões acaloradas, tanto na política quanto fora dela. E, como sempre, cada lado defendendo



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