Durante o Bom Dia São Paulo desta quinta-feira (19), uma cena bem diferente do habitual acabou chamando atenção de quem assistia logo cedo. A jornalista Sabina Simonato, conhecida pelo jeito firme e ao mesmo tempo leve na apresentação, não conseguiu segurar a emoção ao dar uma notícia triste — daquelas que pegam qualquer redação desprevinida.
Ela tentava informar a morte da produtora de reportagem Fernanda Santos, de 53 anos, funcionária da Globo, que morreu após um acidente de carro. Só que não foi simples. Não mesmo.
Já no final do jornal, quando geralmente o clima é mais tranquilo, Sabina começou a falar, mas a voz travou. Sabe quando você tenta continuar, mas simplesmente não dá? Foi mais ou menos isso. A respiração ficou pesada, a fala saiu cortada… e aí veio o silêncio.
“Ela deixa a mãe, três irmãos… Eu não consigo continuar…”, disse, visivelmente abalada, sem conseguir completar o raciocínio. Foi um momento muito humano, aliás. Nada de texto perfeito, nada de postura engessada — só sentimento mesmo, do jeito que acontece fora da TV.
Quem assistia percebeu na hora que não era só uma notícia qualquer. Era alguém próximo, alguém do dia a dia da equipe. E isso muda tudo.
Nos bastidores, pelo que a própria Sabina comentou depois, o clima já estava estranho desde cedo. Aquela sensação meio pesada, difícil de explicar. Tentaram manter o ritmo normal do programa, com entradas ao vivo, notícias de trânsito, previsão do tempo… mas não fluiu como de costume.
“Acho que vocês perceberam a nossa carinha hoje ao longo do Bom Dia. Tentamos descontrair, mas não estava um clima legal, né?”, falou ela, já no encerramento.

E realmente, dava pra notar. Pequenos detalhes, olhares mais sérios, menos brincadeiras… coisas que quem acompanha o jornal todo dia acaba percebendo fácil.
Esse tipo de situação dentro de uma redação mexe muito com todo mundo. Não é só trabalho, né. As pessoas convivem, criam laços, dividem rotina, café, correria… vira quase uma segunda família, mesmo com toda pressão.
Fernanda Santos, pelo que colegas comentaram nos bastidores (informações que circulam internamente), era uma profissional experiente, daquelas que resolvem problema rápido e ajudam todo mundo. Não era só mais um nome na equipe.
E aí quando acontece algo assim, de forma repentina, quebra completamente o ritmo. Ainda mais em televisão ao vivo, onde não tem pausa pra processar direito o que tá acontecendo.
Inclusive, esse tipo de momento ao vivo tem sido cada vez mais comentado nas redes sociais. Hoje em dia, qualquer reação mais espontânea viraliza em minutos. E muita gente elogiou a postura da Sabina, justamente por não esconder o sentimento. Teve quem se identificasse, dizendo que também não conseguiria continuar falando.
No fim das contas, o que ficou foi isso: um jornal que começou como qualquer outro, mas terminou com um peso diferente. Sem aquele encerramento leve de sempre. Meio travado, meio triste… real demais.
E talvez seja justamente isso que mais chama atenção. Porque, por trás da TV, do roteiro e da bancada, tem gente. Gente que sente, que perde, que falha na fala — e tudo bem.
Não foi um dia comum. E provavelmente não vai ser esquecido tão cedo por quem tava ali, nem por quem assistiu.