Paolla Oliveira reage à estreia de Virginia na Grande Rio e surpreende com declaração

A estreia de Virginia Fonseca como rainha de bateria da Grande Rio virou assunto antes, durante e depois do desfile. Teve gente elogiando, teve crítica, teve meme nas redes e, claro, comparação. Afinal, quem ocupava o posto havia sete anos era ninguém menos que Paolla Oliveira, que construiu uma relação forte com a comunidade da escola. E ela estava lá, acompanhando tudo de perto.

Virginia, que é influenciadora e empresária, assumiu o lugar na Acadêmicos do Grande Rio em meio a uma expectativa enorme. Não era só mais uma troca. Era uma mudança de perfil. E isso, querendo ou não, mexe com o público. Em entrevista ao portal Leo Dias, Paolla comentou o que achou de ver a nova rainha cruzando a avenida no seu antigo posto.

Mas não foi um desfile fácil para Virginia. A fantasia pesava. O costeiro tinha cerca de 12 kg e, segundo relatos, ela sentiu bastante dor. Sambou mais contida, segurando o sorriso, tentando manter a postura. Em certo momento, precisou até retirar a peça. Como se não bastasse, ainda teve que lidar com o tapa-sexo saindo do lugar — aquele tipo de imprevisto que acontece ao vivo, na frente das câmeras e de milhões de pessoas assistindo. Carnaval não perdoa, né?

Paolla demonstrou empatia. Disse que entende o que Virginia passou. “Era um lugar muito complexo”, afirmou. Ela explicou que estava posicionada perto dos jurados e, por isso, precisava manter o foco total. Não conseguiu conversar direito nem com integrantes da escola, como o mestre de bateria. Foi tudo rápido, intenso, quase atropelado pelo ritmo da avenida. Mesmo assim, segundo ela, houve uma troca de olhares, uma comunicação à distância.

E foi aí que veio o elogio que chamou atenção: Paolla classificou Virginia como “linda” e “guerreira”. Não é pouca coisa vindo de quem já viveu aquilo por tanto tempo. A atriz também destacou a coragem da influenciadora em escolher uma fantasia grandiosa logo na estreia. Não é qualquer pessoa que encara um costeiro pesado, salto alto e a pressão de substituir uma rainha consolidada.

Vale lembrar que Paolla também já sofreu na avenida. No último desfile em que participou como rainha, usou uma cabeça de onça que pesava cerca de 3 kg. Parece pouco, mas depois de horas de preparação, concentração e desfile, o corpo sente. Ela mesma comentou que o Carnaval tem suas exigências. Dói. Machuca. Às vezes você nem lembra direito do que aconteceu, de tão intenso que é o momento.

Esse ano o Carnaval veio ainda mais midiático, impulsionado pelas redes sociais. Cada detalhe vira corte de vídeo, cada tropeço vira trend. Virginia, acostumada com câmeras, talvez não esperasse que a Sapucaí fosse um palco tão diferente do Instagram. Ali não tem filtro, não tem edição. É ao vivo, é suor, é comunidade, é bateria pulsando no peito.

No fim das contas, a estreia dividiu opiniões, mas também mostrou uma coisa: ocupar um posto como esse vai muito além da beleza ou da fama. Exige preparo físico, resistência emocional e, principalmente, conexão com a escola. Virginia enfrentou dores, imprevistos e pressão. Paolla, experiente, reconheceu isso.

Carnaval é brilho, mas também é sacrifício. Quem vê de fora enxerga pluma e paetê. Quem pisa na avenida sente o peso — literal e figurado. E talvez seja isso que una, mesmo que em momentos diferentes, duas mulheres tão distintas no mesmo posto: a coragem de atravessar a Sapucaí sob olhares atentos e ainda sair de cabeça erguida.



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