João Silva quebra protocolo e atualiza estado de saúde de Faustão

João Silva aproveitou, e muito, o segundo dia dos desfiles das escolas do Grupo Especial na Marquês de Sapucaí, no Rio. Em clima de festa, suor e muito samba no pé, ele conversou com exclusividade com a coluna de Fábia Oliveira e abriu o coração ao falar sobre a saúde do pai, o apresentador Faustão, além de recordar como a influência dele foi decisiva na sua trajetória profissional.

No meio da multidão, entre um camarote e outro, João falou com tranquilidade. Disse que o pai está bem. “Graças a Deus, ele está na melhor fase desde tudo o que aconteceu, desde os tratamentos de saúde”, comentou, visivelmente aliviado. Quem acompanha a história recente do comunicador sabe que não foi um período fácil. Internações, cirurgias, especulações… foi uma maratona. Mas, segundo João, agora o cenário é mais positivo.

Ele, que hoje é apresentador do SBT, destacou que o pai sempre foi sua grande referência. E não apenas profissionalmente. “Aprendi muito observando ele trabalhar, a forma como ele tratava as pessoas, a equipe, o público”, contou. Dá pra perceber que existe ali não só admiração, mas orgulho mesmo. E isso transparece no jeito que ele fala, às vezes até se enrolando nas palavras, como quem mistura emoção com memória.

Entre uma resposta e outra, o assunto mudou para Carnaval. E aí o brilho no olho foi outro. João explicou que sua relação com a folia vem de longa data. “Minha grande ligação sempre foi com a Beija-Flor”, afirmou, se referindo à Beija-Flor de Nilópolis. Segundo ele, a amizade com Gabriel David, presidente de honra da escola, fortaleceu ainda mais esse vínculo.

“Eu sempre frequentei a quadra, fui milhares de vezes pra Nilópolis. Já desfilei umas quatro ou cinco vezes”, relembrou. Ele fala isso como quem lembra de momentos quase sagrados. Quem já pisou na Sapucaí sabe: é difícil explicar a sensação. É barulho, é emoção, é arrepio. Não é só festa, é quase uma religião popular.

Mas não para por aí. João também contou que criou laços com outras agremiações tradicionais. Citou a Imperatriz Leopoldinense, além de visitas à quadra do Acadêmicos do Salgueiro e da Estação Primeira de Mangueira. “Eu gosto muito do Carnaval como um todo”, disse. Mas fez questão de reforçar: “A Beija-Flor está no meu coração”.

Quando questionado sobre qual parte da escola mais o encanta, ele não pensou duas vezes. “Sou louco na bateria”, respondeu, rindo. Ao mesmo tempo, reconheceu suas limitações. “Não teria capacidade de fazer um pouquinho do que essa turma faz. Não tenho dom pra parte musical.” É curioso ver alguém tão habituado aos palcos admitir que ali, no meio dos ritmistas, se sente apenas mais um fã.

A entrevista aconteceu ali, no calor da Marquês de Sapucaí, com o som ecoando e o público vibrando. Um cenário que mistura glamour e raiz, celebridades e comunidade. João parecia à vontade. Talvez porque o Carnaval tenha esse poder de nivelar todo mundo. Não importa se você é filho do Faustão ou anônimo da arquibancada, quando a bateria começa, é tudo igual.

No fim das contas, a conversa revelou um João mais humano, menos formal. Um filho grato, um profissional em construção e um apaixonado por samba. E mesmo com toda a exposição, ele mostrou que ainda carrega aquela simplicidade de quem sabe de onde veio. Pode até errar uma palavra aqui ou ali, mas a verdade é que emoção não se ensaia. E isso, definitivamente, não dá pra fingir.

Confira:



Recomendamos