Carro alegórico atropela 3 pessoas; funcionário da escola tem fratura exposta grave nas pernas

O que era pra ser só brilho, tamborim e festa acabou virando cena de desespero na madrugada deste domingo (15), segundo dia de desfiles da Série Ouro do carnaval do Rio. Pelo menos três pessoas foram atropeladas por um carro alegórico da União de Maricá, durante a passagem da escola pela Marquês de Sapucaí. Um vídeo que circula nas redes mostra correria, gente gritando e socorristas tentando abrir caminho no meio da confusão. Carnaval tem dessas coisas, mas ninguém espera que aconteça algo assim.

Uma das vítimas é Itamar de Oliveira, de 65 anos, integrante da equipe de apoio da própria escola. Ele sofreu fraturas expostas graves nas duas pernas. A informação foi confirmada pelo secretário municipal de Saúde do Rio, Daniel Soranz. Segundo ele, foi um esmagamento forte, coisa séria mesmo. Ainda assim, há expectativa de que as pernas possam ser recuperadas.

Itamar foi socorrido rapidamente pelo Corpo de Bombeiros. Primeiro recebeu atendimento no posto médico montado no setor da Apoteose e depois foi transferido para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio. De acordo com o secretário, ele chegou à unidade cerca de oito minutos após o acidente. Pode parecer pouco, mas em casos assim cada minuto conta. Ele deu entrada em estado grave, porém estabilizado, e seguiu direto para o centro cirúrgico para operar as duas fraturas. Equipes de cirurgia vascular e ortopedia já estavam mobilizadas.

Enquanto isso, outros dois homens também ficaram feridos, mas com menor gravidade. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, ambos foram levados por maqueiros ao posto médico. Um deles foi atendido e liberado ainda na Sapucaí. O outro teve uma entorse no tornozelo e precisou ser encaminhado ao Hospital Municipal Miguel Couto para realizar exames complementares. Nada comparado ao quadro de Itamar, mas susto ninguém tira.

Em nota oficial, a União de Maricá informou que desde o momento do acidente acompanha a situação de forma permanente. Representantes da escola foram até o Souza Aguiar para prestar suporte à família. A agremiação manifestou solidariedade a Itamar e destacou que, neste momento, o mais importante é a recuperação do integrante. O clima nos bastidores, segundo pessoas próximas, é de preocupação e também de abatimento. Carnaval é trabalho de meses, às vezes de um ano inteiro, e quando acontece algo assim parece que o brilho apaga um pouco.

O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, também se pronunciou. Ele elogiou o desfile da escola, dizendo que a União “deu show na Sapucaí” e que apresentou um espetáculo que exaltou a força da mulher preta. Parabenizou o presidente Matheus e os componentes. Mas fez questão de se solidarizar com os feridos e colocou a prefeitura à disposição para dar assistência às vítimas e suas famílias. Política e carnaval sempre caminham lado a lado no Rio, ainda mais em ano pré-eleitoral, então cada declaração tem peso.

Vale lembrar que a escola ultrapassou o tempo permitido e encerrou o desfile com 57 minutos, acima do limite. Ainda não há confirmação se o acidente teve relação direta com essa correria final para deixar a avenida. A Liga deve analisar as imagens e os relatos para entender exatamente o que aconteceu.

Nas redes sociais, o vídeo do atropelamento gerou comoção imediata. Muita gente questionando segurança, organização, fiscalização. Outros defendendo que foi uma fatalidade. A verdade é que, no meio da festa mais famosa do país, onde milhões celebram, também existem riscos. E às vezes eles aparecem da pior maneira.

Agora, a expectativa é pela recuperação de Itamar e pela apuração do caso. O carnaval segue, a apuração se aproxima, mas para quem viveu aquela madrugada de tensão, dificilmente o som da bateria vai soar igual tão cedo.



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