Caso Master: influenciador procurado para criticar BC será ouvido pela PF

Polêmica nas Redes: Vereador de Erechim é Chamado para Depoimento sobre Influenciadores e o Banco Master

A Polícia Federal (PF) agendou para o próximo dia 12 uma audiência com o vereador de Erechim, Rony Gabriel, que faz parte do partido PL. O objetivo é ouvir o parlamentar a respeito de um inquérito que está em andamento e que investiga a possível utilização de influenciadores digitais para criticar o Banco Central, especialmente em relação à liquidação do Banco Master. Essa situação, que vem ganhando destaque na mídia, foi confirmada pelo próprio vereador em uma conversa com a CNN.

O Contexto do Caso

A situação envolvendo o Banco Master é complexa e tem gerado bastante repercussão. Recentemente, o BRB (Banco de Brasília) decidiu suspender os serviços de uma agência que, segundo informações, procurou influenciadores para se manifestarem sobre a liquidação do banco. O que chama atenção é o fato de que essa questão não se restringe apenas a um problema financeiro, mas envolve também uma disputa política que começa a se desenrolar nas redes sociais.

O Depoimento Marcará um Novo Capítulo

Rony Gabriel comparecerá à Superintendência da Polícia Federal no Rio Grande do Sul, localizada em Porto Alegre, para prestar esclarecimentos. Ele será ouvido como testemunha, o que significa que seu depoimento pode trazer à tona informações importantes sobre os fatos que estão sendo investigados. O horário marcado para a audiência é às 14h.

Influenciadores e a Contratação Suspeita

De acordo com relatos, influenciadores digitais foram abordados no final de 2025 por representantes de empresas especializadas em marketing digital. O intuito era que eles fizessem publicações e compartilhassem informações que questionavam a liquidação extrajudicial do Banco Master. Essa situação gerou um clima de desconfiança e intriga nas redes sociais, com muitos usuários se perguntando sobre a ética por trás dessas manobras.

  • Rony Gabriel possui cerca de 1,7 milhão de seguidores no Instagram.
  • A jornalista Juliana Moreira Leite, que também denunciou o caso, conta com 1,4 milhão de seguidores na mesma plataforma.

Em uma postagem recente, Rony revelou que foi abordado no dia 20 de dezembro por um representante de uma agência que estava buscando ajuda para o que foi descrito como “gerenciamento de reputação e gestão de crise para um grande executivo”. O que se segue é uma proposta que levanta muitas questões sobre a transparência nas relações entre influenciadores e empresas.

A Proposta e o Segredo

No contato inicial, o representante da agência UNLTD Brasil fez uma proposta que envolvia a assinatura de um contrato de confidencialidade. Segundo o que foi discutido, a multa por quebra de sigilo seria de R$ 800 mil, o que levanta ainda mais questões sobre a seriedade e a ética de tais acordos. O vereador mencionou que a proposta era chamada de “Projeto DV”, que segundo ele, faz referência ao empresário Daniel Vorcaro, que é o proprietário do Banco Master.

Respostas das Agências Envolvidas

A UNLTD Brasil, quando procurada para comentar sobre o assunto, afirmou que não possui contrato com o Banco Master. Do mesmo modo, o Portal Group BR, que também foi mencionado, declarou que atua apenas como uma agência que foi contratada por outra empresa para indicar influenciadores, ressaltando que nenhum dos influenciadores que eles representam tem qualquer vínculo com o caso em questão.

Considerações Finais

Esse episódio levanta questões sérias sobre a influência das redes sociais no cenário político e econômico atual. O papel dos influenciadores digitais nunca foi tão discutido, e a forma como eles podem ser utilizados em disputas políticas é um tema que merece atenção. A expectativa agora é que o depoimento de Rony Gabriel traga mais luz a essa situação complexa e ajude a esclarecer os fatos que cercam a liquidação do Banco Master e o papel dos influenciadores nesse processo. Além disso, é essencial que a sociedade fique atenta a essas movimentações, pois elas podem impactar diretamente a confiança nas instituições financeiras e na política.



Recomendamos