O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu exonerar o advogado Luis Henrique Pichini Santos do cargo de assessor especial no Gabinete Pessoal da Presidência da República. A saída foi oficializada nesta quarta-feira, 4 de fevereiro, por meio de publicação no Diário Oficial da União, como costuma acontecer nesses casos. Apesar de não ter vindo acompanhada de maiores explicações, a decisão chamou atenção nos bastidores de Brasília.
Pichini não era um nome qualquer dentro do entorno do presidente. Ele ganhou notoriedade nacional ao integrar a equipe de defesa de Lula durante os processos da Operação Lava Jato, um dos capítulos mais turbulentos da política brasileira nos últimos anos. Formado em Direito em 2017, o advogado construiu sua trajetória profissional no escritório de Cristiano Zanin, hoje ministro do Supremo Tribunal Federal e figura central na estratégia jurídica que levou à anulação das condenações do petista.