Quem era o empresário que fundou rede de açaí e faleceu aos 43 anos

Morreu na madrugada desta sexta-feira (30) o empresário piauiense Daniel Rocha, fundador e CEO de uma conhecida rede de franquias de açaí que se espalhou por várias cidades do país. Daniel estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, uma das unidades de referência do Brasil, para onde foi levado às pressas depois de um agravamento repentino no seu quadro de saúde. A notícia pegou muita gente de surpresa, principalmente clientes, funcionários e parceiros que acompanhavam de perto a trajetória dele no setor de alimentação.

Com apenas 43 anos, Daniel ainda era visto como um empreendedor jovem, cheio de planos e ideias novas. Pessoas próximas costumam dizer que ele falava do futuro da empresa com brilho nos olhos, sempre pensando em expansão, novos sabores e projetos sociais ligados ao negócio. Na última segunda-feira (26), porém, o empresário deu entrada no Hospital Regional Justino Luz, em Picos, no interior do Piauí, após apresentar sintomas preocupantes, como mal-estar intenso, fraqueza muscular e falta de ar. Inicialmente, acreditava-se que o quadro poderia ser controlado ali mesmo, mas a situação acabou se complicando.

Já na madrugada de terça-feira (27), os médicos decidiram pela transferência urgente de Daniel para São Paulo. Ele foi levado em uma UTI aérea até o Sírio-Libanês, em uma operação rápida e delicada, algo que, infelizmente, tem se tornado comum em casos graves no país, especialmente quando o atendimento especializado não está disponível em cidades menores. Desde então, Daniel permaneceu internado, sob cuidados intensivos, mas não resistiu. As informações foram divulgadas inicialmente pelo G1 e rapidamente repercutiram nas redes sociais.

A morte de Daniel Rocha acontece em um momento em que o setor de franquias vinha mostrando sinais de recuperação, após anos difíceis marcados pela pandemia e pela alta dos preços. A rede criada por ele foi, durante muito tempo, citada como exemplo de negócio regional que deu certo, saindo do Nordeste e ganhando espaço em outras regiões. O açaí, que antes era visto como um produto mais restrito, virou item quase obrigatório em shoppings e centros comerciais, muito por conta de empresários como Daniel, que apostaram cedo nessa tendência.

Em nota oficial, a empresa fundada por Daniel lamentou profundamente a morte do CEO. O comunicado destaca que a companhia seguirá “honrando sua história e seus valores”, reforçando o compromisso com tudo aquilo que ele construiu ao longo dos anos. A mensagem, embora curta, foi carregada de emoção e recebeu centenas de comentários de apoio, tanto de funcionários quanto de consumidores que se diziam fãs da marca e do próprio empresário.

Nas redes sociais, amigos e conhecidos também prestaram homenagens. Muitos lembraram do jeito simples de Daniel, apesar do sucesso, e da facilidade que ele tinha para conversar com todo mundo, do gerente ao atendente da loja. Outros destacaram a importância dele para o empreendedorismo piauiense, afirmando que sua história inspirou muita gente a acreditar que era possível crescer sem sair do estado.

Ainda não foram divulgadas informações sobre velório e sepultamento. A família pediu respeito e privacidade neste momento de dor. A morte precoce de Daniel Rocha deixa um vazio não só no mundo dos negócios, mas também entre aqueles que viam nele um exemplo de persistência e trabalho duro. É mais uma lembrança dura de como a vida pode mudar de uma hora pra outra, mesmo para quem parecia estar no auge.



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