Ao contrário do que disse Oliver Laxe, brasileiros são menos de 1% no Oscar

Oscar 2026: Polêmica sobre Nacionalismo e Indicações Brasileiras

O diretor francês-espanhol Oliver Laxe, que já tem uma carreira marcada por obras impactantes, fez uma declaração que gerou bastante discussão no meio cinematográfico. Ele, que está com 43 anos, levantou uma questão interessante sobre as indicações brasileiras ao Oscar 2026. O Brasil, por sua vez, bateu um recorde este ano, com quatro nomeações na categoria de Melhor Filme Internacional para ‘O Agente Secreto’, além de uma indicação para Adolpho Veloso, que foi reconhecido por seu trabalho na fotografia de ‘Sonhos de Trem’

A Crítica de Laxe

Durante uma entrevista, Laxe não hesitou em criticar os votantes da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas que são brasileiros. Ele os chamou de ‘ultranacionalistas’, insinuando que, em vez de priorizarem o mérito artístico, estariam mais inclinados a apoiar produções que elevassem a bandeira do Brasil. Ele afirmou: ‘Há muitos brasileiros na Academia, e nós os adoramos, mas eles são ultranacionalistas. Acho que se os brasileiros submetessem um sapato ao Oscar, todos votariam nele’. Essa declaração, ao mesmo tempo que provoca risadas, também levanta um debate sério sobre a questão do patriotismo na arte.

Os Números da Academia

Embora as palavras de Laxe tenham gerado polêmica, os números da Academia parecem contradizer sua opinião. De acordo com informações do site The Wrap, até 5 de janeiro de 2026, a Academia contava com 10.136 membros votantes em todo o mundo. D desses, apenas 62 são de origem brasileira, o que representa uma fração de 0,61% do total. Nomes notáveis como Fernanda Torres, Fernanda Montenegro, Wagner Moura e Alice Braga estão entre esses votantes, mas mesmo assim, esse número é muito pequeno para influenciar significativamente as votações.

A Estrutura de Votação

Vale lembrar que não são todos os membros que votam em cada categoria. Por exemplo, o grupo que decide as categorias de atuação é composto por mais de 1.300 membros. Para que uma produção seja indicada a Melhor Filme, é necessário um mínimo de 922 votos, o que torna a influência dos brasileiros ainda mais limitada. Isso nos leva a questionar: até que ponto o nacionalismo, que Laxe critica, realmente impacta as votações?

A Resposta da Indústria

As reações às declarações de Laxe foram diversas. Muitos na indústria cinematográfica brasileira defenderam a dedicação e o talento dos cineastas do país, ressaltando que, apesar do patriotismo, o que realmente conta são as histórias que são contadas e como elas ressoam com o público e os críticos. Além disso, a diversidade de vozes e estilos na Academia é o que enriquece o cinema, tornando-o mais plural.

Lista de Brasileiros na Academia

Para aqueles que desejam saber mais sobre os brasileiros que têm um papel ativo nas votações do Oscar, aqui está uma lista:

  • Adriano Goldman (diretor de fotografia)
  • Alê Abreu (diretor e animador)
  • Alice Braga (atriz)
  • Andrea Barata Ribeiro (produtora)
  • Anita Rocha da Silveira (diretora)
  • Anna Muylaert (diretora)
  • Anna Van Steen (maquiadora)
  • Antonio Pinto (compositor)
  • Bruno Barreto (diretor)
  • Carlos Saldanha (diretor e animador)
  • Carlos Segundo (diretor)
  • Carolina Markowicz (diretora)
  • Claudia Kopke (figurinista)
  • Daniel Filho (diretor)
  • Daniel Rezende (montador)
  • Daniela Thomas (diretora)
  • Emilio Domingos (documentarista)
  • Fabiano Gullane (produtor)
  • Felipe Lacerda (montador)
  • Fernanda Montenegro (atriz)
  • Fernanda Torres (atriz)
  • Fernando de Goes (produção e tecnologia)
  • Fernando Meirelles (diretor)
  • Gabriel Mascaro (diretor)
  • Helena Solberg (diretora)
  • Heloísa Passos (diretora)
  • Ilda Santiago (curadora)
  • Jefferson De (diretor)
  • João Atala (documentarista)
  • João Moreira Salles (documentarista)
  • Jorge Bodanzky (diretor)
  • José Joffily (diretor)
  • José Padilha (diretor)
  • Juliana Rojas (diretora)
  • Karen Akerman (editora e produtora)
  • Karen Harley (montadora)
  • Karim Aïnouz (diretor)
  • Kleber Mendonça Filho (diretor)
  • Laís Bodanzky (diretora)
  • Lula Carvalho (diretor de fotografia)
  • Maeve Jinkings (atriz)
  • Marcelo Zarvos (compositor)
  • Maria Augusta Ramos (documentarista)
  • Mauricio Osaki (diretor)
  • Mauricio Zacharia (roteirista)
  • Paula Barreto (produtora)
  • Pedro Kos (documentarista)
  • Petra Costa (documentarista)
  • Plínio Profeta (músico)
  • Renata de Almeida Magalhães (produtora)
  • Renato dos Anjos (supervisor de animação)
  • Rodrigo Santoro (ator)
  • Rodrigo Teixeira (produtor)
  • Sônia Braga (atriz)
  • Sérgio Mendes (compositor)
  • Selton Mello (ator)
  • Tatiana Leite (produtora)
  • Vânia Catani (produtora)
  • Vera Blasi (roteirista)
  • Waldir Xavier (engenheiro de som)
  • Walter Salles (diretor)
  • Wagner Moura (ator)

Essas figuras representam o talento brasileiro no cenário internacional e mostram que, mesmo em meio a críticas, a indústria cinematográfica do Brasil continua a fazer barulho no mundo do cinema. Que venham mais histórias e mais debates!



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