Tarcísio após polêmica com marca de sandália: “Começar 2026 com pé direito”

Polêmica Havaianas: Governador de SP e a Crítica à Marca

Recentemente, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que pertence ao partido Republicanos, fez uma declaração que pegou muita gente de surpresa. Ele lançou uma ironia sutil em relação à famosa marca de sandálias Havaianas, sem mencionar o nome diretamente, durante a cerimônia de inauguração do primeiro trecho do Rodoanel Norte, que ocorreu nesta segunda-feira, dia 22 de dezembro de 2025. Ao falar sobre a importância do projeto para a mobilidade da cidade, ele disse: “Aqui em São Paulo a gente vai começar o ano novo com o pé direito. Já começamos a tirar os caminhões da marginal. E até quem corre em Interlagos quis vir para a festa de inauguração do Rodoanel Norte”.

Essa declaração não passou despercebida, especialmente considerando o contexto em que foi feita. Nos últimos dias, um comercial da Havaianas protagonizado pela atriz Fernanda Torres gerou uma onda de reações nas redes sociais, especialmente entre políticos de direita, que criticaram a marca de forma contundente. No vídeo, Fernanda compartilha suas expectativas para o próximo ano e, de forma bem-humorada, menciona a expressão “pé direito”, que parece ter sido a gota d’água para muitos.

Para quem não acompanhou, a atriz destaca: “Desculpa, mas eu não quero que você comece 2026 com o pé direito. Não é nada contra a sorte, mas vamos combinar… a sorte não depende de você. O que eu desejo é que você comece o ano novo com os dois pés, os dois pés na estrada, os dois pés na jaca, os dois pés onde você quiser. Vai com tudo, de corpo e alma”. Essa fala, que deveria ser leve e positiva, acabou sendo interpretada por alguns como uma provocação.

Reações e Críticas

A polêmica não parou por aí. Políticos, como o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, também se manifestaram nas redes sociais, compartilhando vídeos em que descartam seus chinelos Havaianas de forma dramática. Eduardo, em um tom de rebeldia, jogou um par da marca no lixo, como um ato simbólico de boicote. A deputada Bia Kicis, por sua vez, fez questão de reforçar sua posição ao compartilhar um vídeo semelhante, afirmando: “Se as Havaianas não nos querem, nós também não queremos as Havaianas”.

Esse tipo de ação levanta questões sobre o papel das marcas na política e como elas podem se tornar alvo de críticas por conta de posicionamentos percebidos como partidários. O comercial da Havaianas, que deveria ser uma simples campanha de fim de ano, acabou se tornando um campo de batalha ideológico. Isso mostra como a política e a publicidade podem se entrelaçar de maneiras inesperadas.

Impacto no Mercado

A situação gerou um impacto imediato nas ações da Alpargatas, a empresa por trás da Havaianas, que viu suas ações caírem na bolsa em meio à polêmica. Investidores e consumidores estão sempre atentos às movimentações políticas e como elas podem afetar a imagem das marcas. O calçado brasileiro, que é um dos itens mais desejados do mundo, agora se vê no meio de uma tempestade perfeita.

Para muitos, a questão não é apenas sobre sandálias, mas sobre a liberdade de expressão e o direito de se manifestar. Enquanto alguns defendem que a Havaianas deve se manter neutra, outros acreditam que a marca deve sim se posicionar, especialmente em tempos de polarização política.

Reflexões Finais

Essa polêmica nos leva a refletir sobre a relação entre marcas e a sociedade. Como consumidores, devemos considerar o que as empresas representam e como suas mensagens ressoam conosco. E, como cidadãos, precisamos estar cientes do impacto que nossas opiniões e ações podem ter na percepção pública.

Para finalizar, é importante lembrar que o diálogo aberto e a liberdade de expressão são fundamentais em uma sociedade democrática. Que possamos começar 2026 com todos os nossos “dois pés” firmes no chão, prontos para o que vier pela frente!



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