A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a movimentar o noticiário nesta sexta-feira (21) ao pedir que o Supremo Tribunal Federal (STF) conceda a ele o direito de cumprir sua pena em prisão domiciliar humanitária. O ex-chefe do Executivo foi condenado a 27 anos de prisão por suposta participação em um golpe de Estado, mas, segundo seus advogados, colocá-lo em um presídio comum representaria um “risco concreto e imediato à integridade física e até à vida” do ex-mandatário. A afirmação, por si só, já adiciona mais tensão ao clima político que o país vive desde o início do ano.
No pedido enviado ao STF, a defesa deixa claro que não está disposta a aceitar a condenação sem lutar até o final. Eles afirmam que ainda irão protocolar “todos os recursos cabíveis”, com destaque para os embargos infringentes e outros agravos possíveis. Em outras palavras: o caso ainda deve render muitos capítulos, talvez até mais longos do que aqueles que vimos nos últimos meses envolvendo o cerco jurídico ao ex-presidente. Só depois de esgotada toda essa etapa é que a pena poderia ser realmente executada em caráter definitivo.