Serginho Groisman tinha motivos de sobra pra comemorar. No último dia 18 de outubro, o “Altas Horas” completou 25 anos no ar e ganhou um especial que foi daqueles momentos que lembram o porquê a TV aberta ainda tem seu charme. O programa juntou um time de peso — Caetano Veloso, Alceu Valença, Ivete Sangalo e vários outros nomes que marcaram gerações. Resultado? Um baita sucesso de audiência, dominando a noite de sábado e fazendo a Globo sorrir de orelha a orelha.
De acordo com os números divulgados, cerca de 25 milhões de brasileiros acompanharam o especial. É gente pra caramba! Foi o programa de maior alcance da emissora em mais de um ano, desde julho de 2024. A edição marcou média nacional de 13 pontos de audiência, superando em 87% a soma das três concorrentes principais — Record, SBT e Band. Ou seja, o público ainda quer ver Serginho, seus convidados e aquelas conversas que misturam leveza com emoção.
Serginho, sempre discreto e avesso a grandes celebrações, dessa vez abriu o coração. Nas redes sociais, ele agradeceu à equipe que faz o programa rodar todo sábado e aos artistas que ajudaram a escrever essa história. “São 25 anos de afeto, música e boas conversas. E que venham mais!”, escreveu o apresentador. A publicação, claro, bombou de comentários e elogios.
Ivete Sangalo, que é praticamente parte da mobília do “Altas Horas”, também fez questão de se manifestar. “Mas também só faz programas lindos! Quer o quê? Merece!”, comentou a cantora, que estava visivelmente emocionada durante o especial. E teve mais gente se pronunciando. Tatá Werneck escreveu: “Melhor programa, não tem jeito.” Já Marcos Mion foi mais direto: “Edição de colecionador!”, disse o apresentador do “Caldeirão”.
O público parece ter sentido a mesma energia. Muita gente comentou no X (antigo Twitter) que o “Altas Horas” trouxe uma vibe de nostalgia, com momentos que lembravam o início dos anos 2000 — época em que o programa era quase um ritual de fim de sábado. Um usuário brincou: “Assistir Serginho é tipo voltar no tempo e esquecer que segunda-feira existe.”
É curioso como o “Altas Horas” conseguiu manter relevância mesmo num tempo em que a galera vive grudada no celular. Enquanto muitos formatos de talk show foram ficando datados, o programa soube se reinventar, principalmente com a mistura de gerações no palco. É comum ver uma banda nova tocando logo depois de um clássico da MPB — e essa mistura é justamente o que dá identidade à atração.
Além disso, Serginho tem um jeito muito próprio de conduzir as entrevistas. Ele não força a barra, não tenta ser engraçado o tempo todo, e parece realmente interessado nas histórias. Isso faz diferença, principalmente numa era em que tudo é tão acelerado e superficial.
O especial de 25 anos serviu, portanto, como uma espécie de prova de resistência — um lembrete de que ainda existe espaço na TV para conversas sinceras, boa música e encontros que emocionam de verdade. Mesmo depois de tanto tempo, o “Altas Horas” segue sendo aquele ponto de encontro entre gerações, entre o pop e o popular, o novo e o clássico.
No fim das contas, o sucesso do especial foi mais do que merecido. Serginho Groisman e sua equipe mostraram que, quando o conteúdo é feito com cuidado, autenticidade e um pouco de emoção, o público responde. E olha, num tempo em que a TV anda em constante disputa com as redes sociais, ver um programa de 25 anos ainda liderando a audiência é quase um milagre — ou talvez seja só o resultado de quem faz televisão com o coração.
