Milhões de pessoas vão morrer por superbactérias, aponta infectologista

O avanço das chamadas superbactérias tem sido apontado por especialistas como um dos maiores problemas de saúde pública no mundo inteiro. Tem gente que até compara o impacto delas com o do câncer ou das doenças do coração, só que com um detalhe preocupante: se nada mudar, em poucas décadas a mortalidade pode ser até maior. Quem fez esse alerta foi o infectologista David Uip, numa entrevista ao jornalista Alt Tabet, no Canal UOL. Ele usou a expressão “pandemia silenciosa” pra descrever o que já está acontecendo, só que a maior parte da sociedade ainda não percebeu a gravidade.

Mas afinal, o que são essas tais superbactérias? Basicamente, são microrganismos que aprenderam a resistir aos antibióticos, aqueles remédios que a gente costuma tomar quando pega uma infecção. Essa resistência não caiu do céu: é consequência direta do uso errado ou exagerado desses medicamentos. De acordo com Uip, se o ritmo continuar desse jeito, até o ano de 2050 a estimativa é que 38 milhões de pessoas morram por infecções que não respondem a nenhum tratamento. É um número que assusta, e que pode ultrapassar as mortes por câncer ou problemas cardíacos.

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