Essa foi a atitude de Michelle após Bolsonaro entrar em crise e precisar de socorro médico às pressas

Nos últimos dias, a saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a ser motivo de preocupação e, claro, de manchetes por todo canto. Na tarde desta segunda-feira (29), ele sofreu uma crise de soluços acompanhada de episódios fortes de vômito. A cena assustou a família, que chegou a cogitar levá-lo correndo para o pronto-socorro. Depois de uma avaliação feita em casa pelo médico Carlos Biroloni, decidiu-se que, pelo menos por enquanto, não haveria necessidade de hospitalização imediata.

O próprio vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), sempre muito ativo nas redes sociais, foi quem relatou a situação no X (antigo Twitter). No começo da noite, ele contou que o pai enfrentava o que descreveu como os soluços mais intensos até agora, junto de quatro episódios de vômito. “Estou com minha família avaliando a necessidade de levar meu pai novamente ao hospital”, escreveu, acrescentando em seguida que Michelle Bolsonaro tentava deixar o marido mais confortável, enquanto aguardavam a chegada do médico. Carlos ainda pediu orações para os apoiadores, num tom emotivo que rapidamente viralizou.

A mensagem foi logo replicada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o que só reforçou a preocupação. Mas, segundo informações apuradas pela CNN, após a chegada e análise do médico, ficou decidido que a ida imediata ao pronto-socorro não seria necessária. Biroloni já tinha, de qualquer forma, uma consulta prevista na agenda, justamente para remover pontos de um procedimento recente, quando Bolsonaro havia retirado algumas lesões de pele.

O histórico médico do ex-presidente, vale lembrar, tem sido recheado de episódios semelhantes. Não é de hoje que ele sofre com refluxo e crises de soluço, que chegaram até a ser considerados “refratários” em exames anteriores. Desde que passou a cumprir prisão domiciliar, em 4 de agosto, ele já precisou de atendimento pelo menos três vezes: no dia 16 de agosto, para exames relacionados ao refluxo; em 14 de setembro, quando removeu lesões cutâneas mais tarde descritas como cancerígenas; e em 16 de setembro, após novo quadro de soluços e pressão baixa. Ou seja, não é exagero dizer que a saúde dele tem sido uma verdadeira montanha-russa.

Além da família, aliados próximos também se deslocaram ao condomínio em que Bolsonaro cumpre a prisão domiciliar. Entre eles estavam o senador Magno Malta e o deputado Delegado Caveira, figuras conhecidas por estarem sempre ao lado do ex-presidente em momentos delicados. É um detalhe que mostra como o círculo político em torno dele continua presente, mesmo diante das restrições judiciais.

Mais cedo, quem também marcou presença foi o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ele relatou, em conversa com jornalistas, que durante a visita Bolsonaro soluçava “o tempo todo” e descreveu a cena como algo “triste”. A declaração repercutiu bastante, especialmente porque Tarcísio é visto como um dos possíveis nomes a herdar parte da base eleitoral bolsonarista nas eleições futuras. O encontro, portanto, não teve apenas um caráter pessoal, mas também político, ainda que isso não tenha sido dito abertamente.

A prisão domiciliar de Bolsonaro foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, e está ligada às investigações em curso contra o ex-presidente. Esse contexto torna qualquer detalhe sobre sua saúde ainda mais acompanhado de perto, tanto pela imprensa quanto por apoiadores e críticos. Há quem veja nas constantes idas ao médico uma prova de fragilidade, enquanto outros interpretam como exagero da mídia. O fato é que, em plena reta final de setembro, com o noticiário político já fervendo em torno das eleições municipais e das tensões em Brasília, a figura de Bolsonaro continua a ocupar espaço central, seja por motivos jurídicos, seja por questões de saúde.

Por ora, o quadro clínico parece estar sob controle, mas a apreensão segue. O próprio pedido de Carlos Bolsonaro para que as pessoas orassem pelo pai demonstra o peso emocional que episódios assim têm dentro da família. Para quem acompanha a trajetória do ex-presidente, não é surpresa que até mesmo problemas médicos acabem virando pauta nacional. Afinal, no Brasil de 2025, tudo o que envolve Bolsonaro ainda movimenta tanto apoiadores quanto críticos, deixando claro que sua presença segue forte, mesmo quando restrita às paredes de casa.



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