O Fantástico desse domingo, dia 7, abriu a edição com uma reportagem especial que mexeu bastante com o público: o acidente trágico envolvendo o bondinho de Lisboa, que aconteceu durante a semana e virou notícia no mundo inteiro. O programa, apresentado por Maju Coutinho e Poliana Abritta, tratou o assunto logo no início, mostrando imagens fortes e relatos emocionantes de quem conhecia as vítimas.
O tradicional Show da Vida deu um espaço considerável ao caso, detalhando o que já se sabe até agora e destacando as histórias por trás dos números frios. Uma das falas que mais chamaram atenção veio da repórter Bianca Rothier. Em meio ao clima pesado, ela contou que André Marques, condutor do bondinho, era próximo de Teresa, uma das entrevistadas. “O André era amigo da Teresa”, disse Bianca, antes de deixar que a mulher falasse. A declaração emocionou: “Ele era um ser humano fora do normal, se dava com todo mundo”.
Como foi o acidente
No sábado (6), saiu o relatório preliminar do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (o famoso GPIAAF, de Portugal). Esse documento aponta que houve ruptura de um dos cabos do Elevador da Glória instantes antes do descarrilamento. A falha acabou resultando na morte de 17 pessoas e deixou ainda cerca de 20 feridos, muitos deles em estado delicado.
De acordo com o relatório, o guarda-freio, numa tentativa desesperada, chegou a acionar os freios de emergência, mas não conseguiu impedir a tragédia. Os registros mostram que tanto o sistema pneumático quanto o freio manual foram ativados, só que ainda não está totalmente claro se o sistema automático, que deveria funcionar como uma camada extra de segurança, entrou em ação como deveria.
Por enquanto, os peritos reforçam que não existem conclusões definitivas. O documento é apenas um passo inicial, e novas análises mais detalhadas devem ser divulgadas em até 45 dias. Mesmo assim, a comoção já é imensa, afinal, não se trata apenas de um transporte: o funicular é um dos cartões-postais de Lisboa, muito usado por turistas e também pelos moradores da região central.
Impacto e repercussão
O acidente não abalou apenas Portugal. Rapidamente, jornais e televisões do mundo todo noticiaram o ocorrido. Não é para menos: o bondinho da Glória é um dos símbolos da cidade, um daqueles pontos turísticos que praticamente todo visitante coloca no roteiro. Muitos brasileiros que estiveram em Lisboa recentemente relataram nas redes sociais que chegaram a andar no mesmo bondinho semanas atrás, e isso aumentou ainda mais o choque.
Aqui no Brasil, o tema ganhou força também porque o Fantástico costuma dar grande destaque a tragédias internacionais que têm repercussão humana. E esse caso mexe bastante por mostrar como algo que parecia seguro e até romântico — afinal, andar de bondinho em Lisboa é quase uma cena de filme — pode se transformar em pesadelo.
Quem eram as vítimas
A lista de vítimas divulgada mostra como a tragédia foi global. Entre os mortos, estão cinco portugueses, três britânicos, dois sul-coreanos, dois canadenses, além de cidadãos dos Estados Unidos, da Ucrânia, da Suíça e da França. Uma verdadeira amostra da diversidade de turistas que passam por Lisboa todos os dias.
Até o momento, seis pessoas seguem internadas em estado grave, lutando pela vida, enquanto outras três tiveram apenas ferimentos leves e já receberam alta. As autoridades portuguesas têm prestado apoio às famílias, oferecendo acompanhamento psicológico e suporte logístico, especialmente para aqueles que perderam parentes em um país distante do seu.
Reflexão necessária
Esse tipo de acidente sempre levanta questões sobre manutenção e segurança. Em tempos em que a Europa se prepara para receber mais turistas com a proximidade de grandes eventos esportivos, como a Eurocopa do próximo ano, casos como esse servem de alerta. Afinal, turismo e transporte seguro precisam caminhar juntos.
Para os lisboetas, porém, a dor é ainda maior. O bondinho não era só um meio de transporte; era parte da identidade da cidade. Agora, a imagem colorida do funicular descendo a colina será lembrada por um bom tempo como símbolo de luto e também de cobrança por respostas rápidas.