Na tarde desta sexta-feira, 5 de setembro, Juiz de Fora foi palco de uma tragédia que mexeu com a rotina da cidade e de quem passava pela BR-040. Um acidente grave envolvendo dois ônibus — um da frota municipal e outro da empresa de turismo Viação Cometa — resultou na morte de quatro pessoas e deixou pelo menos 31 feridos. O choque aconteceu por volta das 14h30, na altura do quilômetro 779, bem perto do Distrito Industrial, um trecho bastante movimentado e conhecido pela quantidade de caminhões que circulam por ali.
Segundo informações repassadas pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, a batida foi tão violenta que passageiros chegaram a ser arremessados para fora do ônibus. Uma cena de desespero, gente gritando, correndo para tentar ajudar, enquanto as sirenes ecoavam na rodovia. O impacto foi contra um veículo municipal que estava parado no acostamento, algo que ainda não se sabe bem o motivo. A Polícia Rodoviária Federal também foi acionada, junto da Guarda Municipal, Polícia Militar e da concessionária Concer, responsável pelo trecho.
O trabalho das equipes de resgate foi intenso. As vítimas feridas foram levadas para hospitais da região, incluindo o Hospital de Pronto-Socorro (HPS), que rapidamente precisou restringir o atendimento apenas aos casos de urgência devido à alta demanda. A prefeitura, em nota oficial, lamentou profundamente o ocorrido e destacou que mobilizou diferentes secretarias — Saúde, Mobilidade Urbana, Segurança, Assistência Social e Direitos Humanos — para dar suporte não apenas aos feridos, mas também às famílias. Assistentes sociais foram deslocados para reforçar o acolhimento no HPS, algo fundamental em momentos de tanta dor.
Um detalhe que chama atenção é que o trecho da rodovia segue funcionando com meia pista liberada. Isso tem causado congestionamentos, o que reforça ainda mais a gravidade do acidente. Quem passou por lá relatou trânsito parado por horas, muitos motoristas usando aplicativos de navegação, como o Waze, tentando achar rotas alternativas. Vale lembrar que essa região de Juiz de Fora já registrou outros acidentes pesados ao longo dos últimos anos, o que reacende o debate sobre segurança nas rodovias federais.

Em nota enviada ao portal Metrópoles, a Viação Cometa lamentou profundamente o acidente e informou estar prestando todo o suporte necessário às vítimas e familiares. A empresa reforçou ainda que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. É claro que um episódio assim mancha a imagem de qualquer companhia, mas, neste momento, o que mais se espera é solidariedade e transparência.
Quem vive em Juiz de Fora sabe que a BR-040 é praticamente uma veia que liga a cidade ao Rio de Janeiro e a Belo Horizonte. Por isso, qualquer ocorrência desse porte afeta não só o tráfego, mas também a rotina econômica e social da região. Ainda mais em uma sexta-feira, quando muitos se deslocam para viagens de fim de semana. Inclusive, alguns motoristas chegaram a comentar nas redes sociais que, minutos antes da colisão, havia uma movimentação estranha no acostamento, mas ainda é cedo para tirar conclusões.
O caso, infelizmente, se junta a uma estatística preocupante: o número de acidentes em rodovias federais tem crescido em 2024. Só no primeiro semestre, o Brasil registrou mais de 35 mil ocorrências, segundo dados da PRF. Esse cenário reacende discussões sobre fiscalização, manutenção de veículos e até o próprio comportamento dos motoristas.
Por fim, o sentimento que fica é de luto. Quatro famílias perderam alguém querido de forma inesperada, brutal. E dezenas de pessoas ainda lutam pela recuperação nos hospitais. Enquanto isso, a cidade se mobiliza em solidariedade. A tragédia expõe falhas, mas também mostra como a união entre órgãos públicos, hospitais e comunidade pode fazer diferença em meio ao caos.