Nos últimos dias, um episódio chamou bastante atenção no cenário político e jurídico brasileiro — e, claro, também lá fora. O ministro Alexandre de Moraes, que ocupa uma das cadeiras mais importantes no Supremo Tribunal Federal (STF), foi incluído na lista de sancionados pela chamada Lei Magnitsky Global. Para quem não está muito por dentro, essa lei é uma ferramenta usada pelo governo dos Estados Unidos para punir indivíduos considerados responsáveis por corrupção pesada ou violações graves de direitos humanos. Na prática, significa que o nome de Moraes foi colocado lado a lado com figuras envolvidas em crimes bem pesados, como traficantes internacionais e até terroristas conhecidos.
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro americano — ou OFAC, na sigla que eles usam — divulgou que, além de Moraes, há pelo menos outras 16 pessoas com ligações ou endereços no Brasil nessa lista. O curioso é que, nesse grupo, aparecem nomes conectados a organizações como Hezbollah, Al Qaeda e o Estado Islâmico. Ou seja, não é exatamente uma “companhia” confortável para um magistrado de alta corte.