Vídeo: Irmão de Zezé Di Camargo rompe o silêncio e diz que câncer de Preta Gil foi provocado por ‘castigo divino’

Nos últimos dias, o nome de Welington Camargo voltou a circular com força nas redes sociais — e não foi por causa de música, não. Irmão do cantor sertanejo Zezé Di Camargo, ele causou uma baita polêmica ao comentar de forma bastante polêmica sobre a saúde da cantora Preta Gil, que faleceu recentemente. Segundo ele, a doença que atingiu a artista seria um “castigo divino”, o que pegou muito mal com o público e gerou uma enxurrada de críticas.

A fala veio por meio de um post no Instagram, que já começou com um tom carregado. “Eu fiquei muito triste com isso, porém nós sabemos que a Bíblia diz que de Deus não se escarnece. Vou botar um vídeo aqui pra vocês verem o que ela falou de Deus. Ela mesma disse que dar o (ânus) é bom, maravilhoso. E olha onde foi parar a doença dela”, disse ele, sem rodeios.

A publicação, é claro, caiu como uma bomba. Rapidamente, começou a pipocar reações de todos os lados. Teve gente dizendo que era fã da família Camargo, mas que esse tipo de comentário era completamente desnecessário. Outros lembraram que, num momento de luto, o mínimo que se espera é respeito — independente de crenças ou opiniões pessoais. Um terceiro internauta foi direto ao ponto: “Você pode pensar o que quiser, mas agora não é hora pra isso”.

Mesmo com toda a repercussão negativa, Welington não recuou. Ele chegou a responder um dos comentários dizendo que não mentiu em nada. “Tá tudo aí na internet, a própria Preta falou essas coisas”, rebateu. Ainda afirmou que ela deveria ter pensado melhor antes de falar certas coisas e completou com a frase: “Deus é bom, mas é justo”.

O cantor também tentou amenizar a situação dizendo que não quis faltar com respeito à memória da artista, e sim “mostrar a verdade”. Reforçou que lamentava a morte dela e desejava conforto à família. Segundo ele, tudo foi dito com base na Bíblia, e não por desejo pessoal de atacar.

Esse tipo de declaração, especialmente em tempos tão delicados, levanta discussões sobre os limites da liberdade de expressão. Até onde vai o direito de dizer o que se pensa? Existe momento certo pra certas opiniões? E mais: é mesmo possível usar uma tragédia pessoal pra justificar uma visão religiosa?

No caso de Preta Gil, vale lembrar que ela sempre foi uma figura conhecida por sua postura aberta, sem papas na língua, e muito engajada em pautas sociais — principalmente em relação à diversidade, ao respeito às minorias e à liberdade sexual. Isso sempre gerou incômodo em setores mais conservadores, mas também fez com que ela conquistasse uma legião de fãs que admiravam sua coragem e autenticidade.

A comoção em torno da morte de Preta foi enorme. Diversas celebridades, amigos e fãs deixaram mensagens emocionadas nas redes sociais, homenagens em shows e até atos públicos de carinho e solidariedade. Nesse contexto, os comentários de Welington soaram como uma dissonância. Em vez de empatia, veio o julgamento. Em vez de respeito, a repreensão.

No fim das contas, cada um vai tirar sua própria conclusão. Mas uma coisa é certa: há momentos em que o silêncio é mais sábio do que qualquer citação bíblica. E, num país tão dividido como o Brasil de hoje, talvez o que falte mesmo seja um pouco mais de compaixão — não só com quem se foi, mas com quem ficou.

Confira o vídeo:



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