‘Sorrir não é esquecer’, dispara Tati Machado sobre perda de filho

Na última entrevista que foi ao ar, a apresentadora Tati Machado e o marido, Bruno Monteiro, abriram as portas de casa (e do coração) pra conversar com a repórter Renata Capucci, num papo emocionante e cheio de sentimento. Um trecho que ganhou destaque nas redes mostra o momento em que Tati, com os olhos marejados, fala sobre o luto que tem enfrentado: “Eu acho que sorrir não é esquecer. Pelo contrário, sorrir é lembrar”. E essa frase mexeu com muita gente. Porque, no fundo, todo mundo carrega uma dor que tenta transformar em força, em memória bonita.

A história que comoveu o país começou de forma totalmente inesperada. Tati estava na 33ª semana de gestação — quase no fim da jornada. Era a reta final, aquele momento onde os pais já estão fazendo planos, arrumando o quartinho, escolhendo roupinha de saída da maternidade. Tudo tava indo bem, a gravidez seguia tranquila. Mas, de repente, ela percebeu que o bebê, o pequeno Rael, tinha parado de se mexer.

Preocupados, ela e Bruno correram pra maternidade. A esperança ainda existia, mas infelizmente veio a notícia que ninguém quer ouvir: os batimentos cardíacos de Rael haviam cessado. O motivo? Ainda não se sabe. Segundo nota divulgada pela equipe de Tati na época, as causas da perda ainda tão sendo investigadas. E mesmo com toda a dor, a apresentadora teve que enfrentar o trabalho de parto.

Imagina o peso disso. Dar à luz sabendo que não vai levar o filho pra casa. E mesmo assim, Tati foi lá, com coragem, com amor, com o apoio do marido do lado o tempo todo. A nota, bastante respeitosa e sensível, dizia: “Diante da situação, Tati precisou passar pelo trabalho de parto, um processo cercado de amor, coragem e profunda dor. Após o procedimento, ela se encontra estável e sob cuidados.”

O que mais tocou quem assistiu à entrevista foi a maneira como ela falou sobre o luto — sem floreio, sem se esconder. Ela não tentou disfarçar a dor nem transformar em discurso pronto. Disse como quem tá vivendo mesmo aquilo tudo, sentindo na pele, mas tentando dar algum sentido pra continuar. “Sorrir é lembrar”, ela disse. E quem já perdeu alguém que ama sabe que é isso mesmo. O sorriso vem misturado com lágrima, com saudade, mas vem.

O casal, que recebeu muito carinho nas redes sociais e de colegas da TV Globo, preferiu ficar um tempo mais reservados depois da perda, o que é totalmente compreensível. Mas aos poucos, Tati tem voltado aos poucos à vida pública. Recentemente, fez algumas aparições discretas nos bastidores do “Encontro”, programa que ela coapresentava ao lado de Patrícia Poeta, e tem recebido apoio caloroso da equipe.

O caso gerou também uma onda de solidariedade e de conscientização sobre perdas gestacionais, assunto que, infelizmente, ainda é cercado de silêncio e falta de informação. Muitas mulheres passaram a compartilhar suas próprias histórias, e isso criou uma corrente de empatia muito forte.

No fim das contas, a força da Tati nesse momento tão difícil serviu não só pra honrar a memória do pequeno Rael, mas também pra dar voz a tantas outras mães e pais que já viveram algo parecido — e que muitas vezes não têm espaço ou coragem pra falar disso.

É aquele tipo de dor que nunca some. Mas talvez, como ela mesma disse, sorrir seja mesmo um jeito de lembrar com amor. E continuar.



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