Criança tem 33 paradas cardíacas e morre após ser picada por escorpião escondido dentro de tênis, no Paraná, diz família

A tragédia de Bernardo: um acidente que chocou uma família e levantou questões sobre a saúde pública

Em um dia que deveria ser de alegria e confraternização, a vida de uma família foi subitamente alterada por um trágico acidente. No último domingo, dia 13, em Cambará, Paraná, o pequeno Bernardo, apenas três anos, sofreu uma picada de escorpião enquanto brincava em casa. Os detalhes desse evento devastador foram revelados em uma entrevista à RPC, afiliada da TV Globo, pelos pais Márcio Oliveira e Bianca Gomes.

Um momento inocente que virou pesadelo

Os pais contaram que estavam se preparando para visitar a avó de Bernardo, uma rotina familiar que deveria ser repleta de risadas e amor. Enquanto aguardava, o menino resolveu calçar seu par de sapatos que estava secando em uma mureta. “Ele era uma criança muito esperta”, disse o pai, ao relatar que Bernardo estava apenas tentando pegar o sapatinho que sua mãe tinha lavado. O que aconteceu em seguida foi um choque: ao calçar o segundo sapato, ele foi picado por um escorpião que estava escondido dentro dele.

A dor e o desespero

Após a picada, Bernardo saiu correndo e gritando, manifestando a dor intensa que estava sentindo. O escorpião, que causou tanta aflição, foi encontrado posteriormente escondido embaixo de um tapete dentro da casa. A área onde a família reside é nova e apresenta muitos terrenos vazios, o que pode proporcionar um ambiente propício para a presença desses animais.

O atendimento que falhou

O menino foi levado ao Hospital Municipal de Cambará por volta das 8h45. No local, foi medicado, mas logo foi informado que precisaria ser transferido para a Santa Casa de Jacarezinho para receber o antídoto contra a picada de escorpião. Durante a espera pela ambulância, Bernardo apresentou sinais de piora, começando a vomitar. A transferência demorou, e as informações sobre a falta de recursos adequados para o atendimento emergencial começaram a surgir.

  • 8h45: Bernardo chega ao Hospital Municipal de Cambará.
  • 10h17: A ambulância, que deveria ser mais equipada, finalmente chega para a transferência.
  • 20 km: Distância entre Cambará e Jacarezinho, onde a Santa Casa se encontra.

Ao chegarem à Santa Casa, a família ficou desolada ao descobrir que não havia a quantidade necessária de antídoto, apenas cinco ampolas disponíveis, enquanto o médico indicou que seriam necessárias seis. “Ele tomou o que tinha lá”, lamentou Bianca.

O desfecho trágico

Infelizmente, a história de Bernardo teve um desfecho devastador. Ele foi intubado e transferido para o Hospital Universitário de Londrina em um helicóptero, mas a família não pôde acompanhar o menino nesse momento crítico. O tempo de espera e a falta de informações precisas sobre o estado de saúde do menino geraram angústia nos pais.

Bianca chegou ao hospital de Londrina às 17h e foi informada que seu filho havia entrado na UTI apenas meia hora antes. Três dias depois, a morte de Bernardo foi confirmada, e a tragédia deixou uma marca indelével na vida de seus pais. “Ele era um menino saudável, independente e muito esperto”, lembrou Bianca, descrevendo como o filho era ativo e adorável.

Questionamentos sobre o sistema de saúde

As autoridades de saúde locais também foram mencionadas na narrativa. Ronaldo Guardiano, secretário municipal de Saúde de Cambará, explicou que a demora na chegada da ambulância se deu pelo fato de que o veículo estava atendendo outras cidades. Além disso, ele destacou que a distribuição de soros antiveneno é feita apenas para hospitais de referência.

A Secretaria de Estado de Saúde do Paraná também emitiu uma nota informando que a 19ª Regional de Saúde não foi acionada, o que gerou uma investigação sobre o caso. É uma situação que levanta importantes questões sobre a eficácia do sistema de saúde pública e a necessidade de melhorias no atendimento de urgência em casos tão críticos.

Reflexões finais

A história de Bernardo não é apenas uma tragédia pessoal, mas um chamado à ação. O que pode ser feito para evitar que outras famílias sofram com a falta de recursos e informações em momentos críticos? O que podemos aprender com essa história? Para além da dor, há um apelo por melhorias na saúde pública e uma maior conscientização sobre a prevenção de acidentes como este.

Se você se sente tocado por essa história ou tem experiências semelhantes, compartilhe suas reflexões nos comentários. Vamos juntos buscar soluções e promover mudanças para que tragédias como a de Bernardo não se repitam.



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