Ex-ministro indiano estava no avião que caiu com 242 pessoas

Uma tragédia aérea abalou a Índia nesta quinta-feira (12), com a queda de um avião da Air India logo após a decolagem em Ahmedabad. Entre os passageiros a bordo estava o ex-ministro-chefe de Gujarat, Vijay Ramniklal Rupani, figura política conhecida no país, que governou o estado entre 2016 e 2021. Rupani, de acordo com a lista de embarque divulgada pelas autoridades, ocupava um assento na classe executiva, sendo o 12º nome na relação de passageiros. O voo partiu às 12h10, horário local.

A informação foi confirmada pelo jornal The Times of India, uma das fontes mais respeitadas do país. O ex-ministro havia deixado o cargo pouco antes das eleições estaduais de 2022, decisão que causou burburinho na época, já que muitos acreditavam que ele ainda tinha força política pra seguir. A morte dele pegou muita gente de surpresa e reacendeu discussões sobre segurança aérea no país, especialmente em voos comerciais de grande porte.

O avião envolvido na tragédia era um Boeing 787-8 Dreamliner, um modelo moderno e geralmente considerado seguro. A aeronave tinha como destino final Londres, na Inglaterra, e estava completamente abastecida, o que aumentou os danos da explosão após o impacto. Segundo relatos, o avião perdeu altitude poucos segundos depois de deixar a pista do Aeroporto Internacional Sardar Vallabhbhai Patel e acabou colidindo com um prédio próximo, que era utilizado como residência para médicos. A batida gerou uma explosão tão forte que janelas chegaram a tremer em bairros vizinhos.

As autoridades confirmaram que não houve sobreviventes entre os ocupantes do avião. Ao todo, estavam a bordo 242 pessoas — 230 passageiros e 12 tripulantes. A lista de nacionalidades inclui 169 indianos, 53 britânicos, um canadense e sete portugueses. A agência Reuters divulgou que mais de 100 corpos foram levados para hospitais de Ahmedabad, cidade onde ocorreu o acidente. A identificação dos corpos deve levar dias, dada a gravidade dos ferimentos.

Além das vítimas no avião, existe uma preocupação crescente com as pessoas que estavam no prédio atingido. Ainda não se sabe ao certo quantas vítimas estavam no local no momento do impacto, mas equipes de resgate seguem trabalhando nos escombros. O calor intenso da explosão dificultou bastante o trabalho inicial dos bombeiros e socorristas.

O atual ministro-chefe de Gujarat, Bhupendra Patel, usou as redes sociais para lamentar o ocorrido. Em uma publicação no X (antigo Twitter), ele disse estar com o “coração partido” e anunciou a criação de um “corredor verde” — uma rota especial para acelerar o transporte dos feridos até os hospitais da região. “Estamos fazendo todo o possível para garantir que as vítimas recebam o atendimento necessário o quanto antes”, escreveu ele.

Não é a primeira vez que a Índia enfrenta acidentes aéreos de grande escala, mas esse em especial chocou pela rapidez com que tudo aconteceu e pela quantidade de vidas perdidas. Enquanto as investigações sobre as causas do acidente já foram iniciadas, familiares das vítimas vivem o luto e buscam respostas. Uma tragédia que certamente vai marcar o ano e colocar em xeque os protocolos de segurança da aviação indiana.



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