Donald Trump afirma que “Putin está brincando com fogo”

Na última terça-feira (27), o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a causar polêmica com declarações fortes sobre o presidente russo, Vladimir Putin. Em uma publicação feita na Truth Social, rede social fundada pelo próprio Trump, ele afirmou que Putin “tá brincando com fogo” e que, se não fosse por ele, a situação na Rússia estaria muito pior.

“A verdade é que se eu não tivesse feito o que fiz enquanto era presidente, a Rússia já teria enfrentado consequências bem mais sérias. Putin tá brincando com fogo e ele sabe disso”, escreveu Trump, com aquele estilo direto que já é marca registrada dele.

Essas declarações surgem no meio de uma crescente tensão entre os Estados Unidos e a Rússia, especialmente depois dos últimos ataques em massa realizados contra a Ucrânia. Segundo a força aérea ucraniana, só na madrugada de domingo, foram lançados 367 projéteis — incluindo 69 mísseis e quase 300 drones — contra várias regiões do país. Foi uma das maiores ofensivas desde o começo do conflito.

Na segunda-feira, Trump já tinha dito que Putin “perdeu completamente a cabeça” e que qualquer tentativa russa de dominar toda a Ucrânia “vai acabar levando a Rússia pra um caminho de queda”. Ou seja, ele não economizou nas palavras.

Mas nem só pra Putin sobrou. Trump também aproveitou pra criticar o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Segundo ele, Zelensky “não tá ajudando em nada o próprio país falando do jeito que fala”. Essa fala levantou sobrancelhas em Washington e em outros lugares, já que muitos esperavam uma postura mais alinhada com o lado ucraniano, principalmente num momento tão tenso.

Em resposta, o Kremlin foi rápido. O porta-voz do governo russo afirmou que Putin age com base em decisões “necessárias pra proteger a segurança nacional” e sugeriu que as falas de Trump são mais emocionais do que racionais. “É muito sentimento e pouca análise”, foi basicamente o tom da resposta vinda de Moscou.

O curioso é que, apenas uma semana atrás, Trump e Putin tiveram uma conversa longa por telefone, que durou quase duas horas. Na ocasião, o ex-presidente americano não demonstrou nenhuma intenção de apertar o cerco contra a Rússia. Pelo contrário, mostrou-se otimista e chegou até a sugerir que Moscou não precisa temer por sanções mais pesadas — pelo menos, não da parte dele.

E aí entra aquele velho dilema de sempre com Trump: enquanto muitos o veem como alguém que poderia intermediar uma solução para conflitos como o da Ucrânia, outros desconfiam do tom amigável demais com líderes autoritários. A relação dele com Putin sempre foi motivo de debate, principalmente desde 2016, quando surgiram várias suspeitas sobre interferência russa nas eleições americanas.

Vale lembrar também que as eleições presidenciais dos EUA se aproximam, e Trump segue como nome forte entre os republicanos. Então, é difícil separar essas falas do contexto político atual. Muita gente acredita que ele tá mirando não só a política externa, mas também reforçando sua base eleitoral ao adotar uma postura firme — ou até provocativa — frente a temas internacionais.

Enquanto isso, o conflito entre Rússia e Ucrânia continua sem sinal de resolução próxima. E, com figuras como Trump fazendo declarações inflamadas, a tendência é de que o debate geopolítico só fique mais carregado nos próximos meses.



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