Na última quinta-feira, 22 de maio, Nayara Macedo — mais conhecida no meio como Any Awada — acabou sendo presa em Itaquaquecetuba, na região metropolitana de São Paulo. A acusação? Envolvimento num suposto esquema de falsificação e comércio de cosméticos adulterados. A história ganhou força nas redes sociais, principalmente porque Nayara já tinha chamado atenção tempos atrás, quando afirmou ter tido um caso com o jogador Neymar.
Mas agora, o foco tá longe do mundo das celebridades. Nayara está numa cadeia pública, e segundo o escritório Blaustein Mello & Ramalho, que é quem cuida da defesa dela, a situação da moça é, nas palavras deles, “desumana”. A defesa chegou a encaminhar uma foto da carta que ela mesma escreveu do presídio, onde se mostra bastante abalada.
No bilhete, Any faz um desabafo sincero. Dá pra sentir que ela tá tentando manter a cabeça erguida, mas que a coisa ali não tá fácil. Ela reclama da “maldade cruel” das pessoas, que segundo ela, tão tentando acabar com sua reputação. “Tô sendo julgada por algo que não fiz”, escreve ela num dos trechos. Nayara afirma que apenas comprou perfumes de terceiros e revendia como qualquer comerciante faria — honestamente, segundo diz.

É um daqueles casos onde as versões divergem muito. A polícia alega que ela fazia parte de uma rede organizada, com produtos sem registro da Anvisa, entre outras irregularidades. Mas do lado dela, a narrativa é de uma mulher que tá sendo usada de bode expiatório, talvez pelo nome que carrega e pelas manchetes que já estampou.
É importante lembrar que estamos em 2025 e o Brasil continua enfrentando problemas sérios no sistema carcerário, principalmente em cadeias femininas. Superlotação, falta de higiene, alimentação precária — tudo isso ainda é realidade em muitos lugares. Nayara estaria, segundo seus advogados, dormindo no chão, sem acesso a itens básicos de higiene e dividindo espaço com outras detentas em celas lotadas.
Em uma parte bem tocante do bilhete, ela escreve que sente medo do que vem pela frente, mas que confia que “a verdade vai aparecer”. Também faz questão de dizer que nunca enganou ninguém, e que tá pagando por confiar demais nas pessoas erradas.
Claro que esse caso levanta um monte de questões. Até onde vai a responsabilidade de quem revende algo? Se a pessoa comprou achando que era legalizado, pode mesmo ser considerada culpada? Por outro lado, tem gente dizendo que é impossível não saber o que se tá vendendo, principalmente com preços muito abaixo do mercado e sem nota fiscal.
O fato é que Nayara agora enfrenta um processo que pode levar meses — ou até anos. E enquanto isso, ela segue presa, esperando por uma decisão que pode mudar completamente os rumos da sua vida. Por enquanto, o que se sabe é o que ela escreveu com caneta num pedaço de papel amassado, dentro de uma cela fria e cheia de incertezas: “Não sou má pessoa. Só fui atrás do meu sustento”.
Resta saber se a justiça vai conseguir separar o que é erro, o que é crime e o que é só mais uma história de alguém que virou notícia pelas razões erradas.