Edir Macedo proíbe Record TV de fazer a cobertura da morte do Papa Francisco

O Edir Macedo, que é o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e também manda na Record TV, deu uma ordem bem clara na manhã de segunda-feira (21): nada de cobrir a morte do Papa Francisco. Essa decisão pegou muita gente de surpresa, já que o Vaticano confirmou a morte do pontífice e vários canais ao redor do mundo pararam suas programações pra dar toda a atenção ao acontecimento. Mas, enquanto outras emissoras davam notícias de última hora sobre o falecimento de Francisco, a Record seguiu com sua grade de programação normal, sem dar muito espaço ao assunto.

Essa atitude tem uma explicação que vai além do simples desinteresse. A relação entre a Igreja Universal e a Igreja Católica tem sido marcada por muita rivalidade histórica, e isso acaba influenciando até mesmo a cobertura jornalística. Para entender melhor, é só lembrar que a Record sempre teve uma postura crítica em relação à Igreja Católica e aos seus líderes, e essa proibição de cobertura é só mais um capítulo dessa disputa. Enquanto outras emissoras como Globo, SBT e Band interromperam suas programações para trazer análises, reportagens e até entrevistas ao vivo sobre o Papa, a Record manteve seu foco nas atrações que já estavam previstas.

O Vaticano anunciou oficialmente a morte de Papa Francisco às 7h35, no horário de Roma, e isso causou um impacto imediato na imprensa mundial. No Brasil, os maiores canais de TV passaram a manhã inteira cobrindo o assunto. Teve entrada ao vivo, especialistas explicando sobre o legado de Francisco, e até discussões sobre o futuro da Igreja Católica. Essas emissoras fizeram tudo pra cobrir a morte do Papa de forma completa, deixando o tema no centro das atenções.

Mas a Record fez questão de fazer diferente. Eles deram uma nota curtinha sobre o falecimento durante o JR 24h, que nem foi muito aprofundada. O canal, ao invés de interromper a programação pra tratar do falecimento do Papa, continuou com sua programação regular. O foco continuou no entretenimento e nas notícias locais, deixando de lado o que era, sem dúvida, um dos maiores eventos do ano no cenário mundial religioso.

Isso gerou muitos comentários, principalmente nas redes sociais, já que a maioria das pessoas esperava uma cobertura mais ampla da Record, como os outros canais fizeram. Mas a decisão foi tomada diretamente por Edir Macedo, e é claro que ela reflete a postura da emissora e da Igreja Universal em relação à Igreja Católica. Essa rivalidade é de longa data e sempre apareceu em várias situações, mas agora, com a morte do Papa, ficou ainda mais evidente.

Enquanto o Brasil todo acompanhava as reações e as homenagens ao Papa Francisco, a Record ficou em seu próprio ritmo. Isso levantou algumas perguntas sobre até onde essa rivalidade pode chegar e como ela acaba influenciando o jornalismo da emissora. Muitos também se perguntaram se a Record faria algum tipo de cobertura mais profunda nos dias seguintes ou se seguiria ignorando o assunto. O fato é que, em um momento de grande relevância histórica, a Record fez uma escolha clara de se afastar do mainstream, priorizando sua linha editorial própria.



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