O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) continua internado no hospital Rio Grande, em Natal (RN), e não tem previsão de alta, segundo a equipe médica. Em entrevista coletiva realizada nesta manhã, os médicos informaram que ele segue estável, mas em observação.
O que aconteceu com o Bolsonaro?
De acordo com o doutor Élio Barreto, cirurgião geral e oncológico, o ex-presidente não apresenta sinais de piora, mas também não há previsão de alta. “Ele tá bem, com um humor melhor e sem maiores complicações no abdômen, mas continua internado. Ele está sendo acompanhado de perto e sem grandes mudanças no quadro”, explicou o médico.
Apesar da condição estável, Bolsonaro não será transferido para São Paulo, como algumas pessoas poderiam imaginar. A decisão foi da própria família, que preferiu que ele continuasse no hospital de Natal, junto da equipe médica que está cuidando dele. Embora o paciente tenha condições de ser transferido, a família decidiu que ele deve permanecer lá para seguir com o tratamento. A equipe médica também concordou com essa escolha.
O que os exames mostram?
Os médicos informaram que a tomografia de Bolsonaro revelou sinais de suboclusão intestinal. Isso é, basicamente, uma obstrução parcial do intestino, que dificulta o trânsito normal de gases e fezes, mas não bloqueia completamente. A situação foi classificada como desconforto abdominal forte, que o levou a procurar atendimento médico. De acordo com os profissionais, ele ainda não está com nenhuma complicação grave, mas precisa continuar em observação. As avaliações periódicas vão ajudar a entender melhor como o quadro está evoluindo.
Em relação a uma possível cirurgia, os médicos afirmaram que, por enquanto, não há necessidade de nenhum procedimento invasivo. O ex-presidente está sendo avaliado constantemente e passará por mais exames para monitorar a situação.
O que está causando a dor?
A dor que levou Bolsonaro ao hospital é descrita como “difusa”, ou seja, sem um local específico. Esse tipo de dor em pacientes que já passaram por várias cirurgias, como no caso de Bolsonaro, pode ser um sinal de que algo não está certo, como a formação de hérnias internas. Isso acontece quando alguma parte do intestino se prende de forma anormal, causando dores intensas. No entanto, o diretor-geral do hospital, Dr. Luiz Roberto Fonseca, tranquilizou a todos, dizendo que ainda não há sinais de que o ex-presidente tenha desenvolvido esse tipo de problema.
Como tudo começou?
A dor abdominal que levou Bolsonaro ao hospital começou de madrugada, por volta das 5h. Segundo pessoas próximas, ele não conseguiu dormir bem e começou a se sentir mal durante um tour pelo Nordeste, especificamente na cidade de Santa Cruz, no Rio Grande do Norte. Muitos acreditam que o problema pode estar relacionado à facada que ele levou em 2018, durante a campanha presidencial. Esse tipo de dor, embora preocupante, pode ter sido desencadeado pelos efeitos da agressão que sofreu há alguns anos.
Considerações finais
O ex-presidente segue sob cuidados médicos e está sendo monitorado de perto. Não há previsão de alta no momento, e a família optou por mantê-lo em Natal, onde ele está recebendo o tratamento necessário. A equipe médica continua avaliando o quadro e realizando exames para garantir que o quadro de saúde de Bolsonaro não piore.
A situação, embora estável, ainda está sendo acompanhada com atenção. A recuperação do ex-presidente dependerá dos próximos exames e da evolução de seu quadro. Até lá, ele continua em observação no hospital.