Aneurisma: Tome conhecimento do quadro que fez Márcia Sensitiva passar por cirurgia

Nesse último domingo, dia 23 de fevereiro, a astróloga Márcia Sensitiva, famosa por suas previsões nas redes sociais, fez um anúncio inesperado. Ela contou que precisou passar por uma cirurgia para retirar um aneurisma na artéria carótida. O crescimento desse aneurisma foi o que motivou o procedimento, que, felizmente, aconteceu sem complicações. Ela já está se recuperando e, segundo ela, logo vai receber alta.

Em um vídeo no Instagram, Márcia falou sobre o que aconteceu e apareceu em uma unidade semi-intensiva. Ela contou que a cirurgia foi realizada com um procedimento bem diferente do que muitos poderiam imaginar. Em vez de abrir o crânio, o médico fez uma intervenção por um acesso na perna, chegando até o pescoço, o que fez a recuperação ser mais tranquila.

“Lembram que eu tinha dois aneurismas? Pois é, um cresceu demais e tive que operar. Mas, não abriram o crânio não, foi direto na carótida. Não estou sentindo dor nenhuma, só um pouco por causa das injeções”, comentou ela, mostrando que o pior já passou.

Agora, ela segue se recuperando e, pelo visto, em breve vai voltar à rotina normal.

 O que é um aneurisma?

Bom, o neurocirurgião Victor Hugo Espíndola explicou que um aneurisma é uma espécie de dilatação na parede de uma artéria, como se fosse um balão se formando ali. Imagine uma artéria como um cano que leva sangue até o cérebro. Às vezes, na parede dessa artéria, pode se formar essa dilatação que acaba virando o aneurisma.

É importante saber que os aneurismas podem aparecer em qualquer artéria do corpo, mas eles são mais comuns na aorta, que é a principal artéria do corpo. Contudo, também podem aparecer em outras partes, como as artérias cerebrais, coronárias, femorais e as carótidas, que foi o caso da Márcia. A boa notícia é que aneurismas na carótida são bem raros e costumam afetar mais as pessoas mais velhas.

O problema maior com um aneurisma é o risco de rompimento. A parede do aneurisma é bem mais frágil do que a da artéria normal. Então, se a pressão do sangue subir muito, pode causar um rompimento, que, no caso, resulta em um AVC hemorrágico. Isso é bem sério, chamado de hemorragia subaracnoide, e tem uma taxa de mortalidade que pode chegar de 30% a 50%. E, para quem sobrevive, muitas vezes, o AVC deixa sequelas.

Quando o aneurisma é identificado antes de romper, o tratamento é mais tranquilo. O Dr. Espíndola explicou que existem duas formas principais de tratamento: a microcirurgia e a embolização. A microcirurgia é mais antiga e envolve abrir o crânio para colocar um clipe na base do aneurisma, interrompendo o fluxo de sangue nessa parte. Já a embolização é menos invasiva, feita por um cateterismo, sem a necessidade de abrir a cabeça.

No caso da embolização, são usados dispositivos como stents e molas para bloquear o fluxo de sangue dentro do aneurisma e reduzir o risco de rompimento. Esse procedimento tem uma recuperação bem mais rápida, com alta entre 24 e 48 horas após a cirurgia, e a pessoa já pode voltar para sua rotina rapidamente.

Claro que, como toda cirurgia, existem riscos, mas a embolização é considerada segura, com uma taxa de complicações bem baixa, abaixo de 3,5% em alguns casos.

Por sorte, a Márcia foi atendida a tempo, e já está se recuperando bem, mas o caso dela serve de alerta para a importância de cuidar da saúde e não deixar passar os sinais que o corpo dá.



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