Embora Luiz Cláudio Corrêa Fortes não apareça na série “Volta, Priscila”, o ex-namorado de Priscila Belfort virou alvo de muitas especulações. Isso tudo porque a família da jovem, que desapareceu há 20 anos, apontou comportamentos estranhos dele na época. A série, que é do Disney+, estreou no mês passado e agora vai ser exibida na Band a partir desta quinta-feira, dia 10 de outubro.
Em uma entrevista para o Metrópoles, os diretores Eduardo Rajabally e Bruna Rodrigues contaram que tentaram convidar Corrêa Fortes para participar do projeto, mas ele recusou. O Eduardo comentou que teria sido ótimo se ele tivesse aceitado, pois muitas coisas poderiam ser esclarecidas. “Mas essas desistências são normais em projetos desse tipo”, disse ele.
Os diretores também falaram sobre como equilibrar o respeito à privacidade da família Belfort e a necessidade de contar uma história que é, de certa forma, pública. O Eduardo ressaltou que a confiança das pessoas que compartilham suas histórias é fundamental. “Meu compromisso é com elas, que com coragem confiam suas vidas e sentimentos a mim”, refletiu.
Ele também mencionou que é importante ser leal a esse gesto de confiança e que sempre pergunta se há algo que as pessoas preferem não compartilhar. E geralmente, elas querem contar tudo. Porém, ele fez questão de ressaltar que nem tudo que é dito será usado na série. “É preciso encontrar limites entre a exposição e a intimidade. A linha entre contar os fatos e fazer sensacionalismo é muito fina”, alertou.
A Bruna, por sua vez, complementou que a série não tem a responsabilidade de dar continuidade a uma investigação. Essa função é das autoridades, como a Polícia Civil e o Ministério Público, que são os responsáveis por seguir com o caso.
A relação de Priscila Belfort com o ex-namorado voltou à tona com o lançamento do documentário “Volta, Priscila”. A jovem desapareceu em 2004, e embora o nome do namorado não seja mencionado na produção, não é difícil descobrir quem ele é. Com tantas perguntas sem resposta sobre o que aconteceu com Priscila, a família levantou a hipótese de que ela poderia ter enfrentado complicações após tentar fazer um aborto.
No documentário, a cunhada de Priscila, Joana Prado, dá uma dica ao mencionar que o namorado vinha de uma família influente no Rio de Janeiro. Segundo matérias da época, Luiz Cláudio Corrêa Fortes seria filho de Márcio Fortes, que foi deputado federal e presidente do BNDES.
O comportamento de Luiz Cláudio foi considerado polêmico pela família de Priscila. A suspeita sobre ele surgiu quando suas versões para o desaparecimento da namorada começaram a mudar. No início, ele dizia que Priscila tinha sido sequestrada, mas três anos depois, mudou sua história e passou a afirmar que ela havia desaparecido por vontade própria.
Em 2007, Luiz Cláudio deveria ser chamado para prestar um novo depoimento sobre o caso, segundo informações do Estadão. Hoje em dia, ele leva uma vida bem reservada, longe das redes sociais.
O desaparecimento de Priscila continua sendo um mistério, e essa série trouxe à tona novamente muitas questões que cercam essa história tão trágica. As pessoas estão curiosas, querendo entender o que realmente aconteceu e qual é o papel de cada um nessa narrativa tão complexa.