Ex-assessora de Marcos Mion não fica calada após demissão: “Conversola”

Na noite de segunda-feira, 26 de agosto, Cintia Araium, que já foi assessora de Marcos Mion, decidiu soltar o verbo nas redes sociais sobre a sua demissão. Em um desabafo nos stories do Instagram, ela falou sobre a falta de reconhecimento e a dedicação que teve no trabalho, compartilhando até uma reportagem sobre envelhecer com qualidade de vida.

Ela começou criticando a forma como as pessoas são tratadas no mercado de trabalho. “A elite que precariza seu trabalho, te paga menos do que um terço do que você realmente vale, sem reajuste, sem nenhum benefício (mesmo que isso esteja disfarçado no contrato de PJ). E que contrato, hein? Nunca vi”, desabafou Cintia, sem mencionar nomes específicos.

Ela também comentou sobre a sua experiência de trabalho ao lado de Marcos Mion, dizendo: “A verdade é que você adoece e é mandada embora da pior maneira possível — e aos 51 anos — sem receber um centavo sequer, depois de mais de uma década de dedicação total, fazendo muito mais do que era exigido, sem limite de horário ou respeito por fins de semana e férias”, disparou Cintia.

No final do seu desabafo, mesmo sem citar diretamente o ex-chefe, Cintia usou um termo parecido com o que Marcos Mion costuma usar em suas aparições na TV Globo, como “Fazendola”, “Globola” e “Caldeirola”: “Fui burra? Ingênua? Caí na conversola”, concluiu.

Motivo da demissão: “Militando demais”
Cintia também usou suas redes sociais para explicar o motivo de sua demissão. Na quarta-feira, 31 de julho, ela revelou que foi dispensada porque estava “militando demais” na internet.

“Fiquei sabendo que a justificativa para minha demissão foi: ‘Você está militando sobre tudo, já te falei sobre isso. Você me representa, [se] isso chegar nas marcas é ruim’”, contou ela nos stories do Instagram.

Ela também mencionou algumas marcas e enviou uma mensagem direta: “Dúvido muito que essas marcas tenham tempo de ver meus posts defendendo o padre Júlio ou os direitos das mães-solo. Mas se essas marcas souberam que eu não concordo com todas as ideias de quem me paga, então já valeu cada postagem”, disse Cintia.

Entre os clientes de Cintia Araium estavam figuras conhecidas como Eliana, Ticiane Pinheiro, Marcos Mion e Tom Cavalcante. A assessora parece ter tido um bom relacionamento com esses nomes famosos, mas a questão da militância acabou pesando na sua saída.

O desabafo de Cintia trouxe à tona uma discussão sobre como a militância e as opiniões pessoais podem impactar a carreira de profissionais em diversas áreas. Muitas pessoas nas redes sociais mostraram apoio a Cintia, reconhecendo a dificuldade de se manter fiel às próprias convicções em um ambiente de trabalho que muitas vezes exige uma postura mais neutra.

O caso também levanta questões sobre a valorização do trabalho e o respeito pelas condições de trabalho, principalmente para aqueles que dedicam anos de suas vidas a um emprego, mas acabam sendo dispensados sem uma compensação justa. É um lembrete de que, por trás das figuras públicas e das marcas, existem pessoas que enfrentam desafios e situações difíceis no dia a dia.



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