Carne mais consumida no Brasil pode levar a óbito e por isso é bom saber como se proteger

Você já ouviu falar da teníase? Popularmente conhecida como “solitária”, essa parasitose, em casos mais graves, pode resultar em morte.

A teníase intestinal é frequentemente adquirida quando pessoas consomem carne de porco, boi ou peixes de água doce que não foram devidamente cozidos. Os adultos da tênia, que residem no intestino humano, geralmente não apresentam sintomas marcantes, mas podem causar desconforto abdominal, diarreia e perda de peso.

A tênia suína também tem a capacidade de formar cistos em diversas partes do corpo, incluindo o cérebro, um fenômeno conhecido como cisticercose. Os cistos cerebrais podem desencadear uma série de sintomas, como dores de cabeça, convulsões, confusão e até mesmo colocar a vida em risco.

O diagnóstico da teníase intestinal envolve a busca por segmentos ou ovos do parasita em amostras de fezes, enquanto a cisticercose é identificada por meio de exames de imagem ou testes sanguíneos que detectam os cistos em várias partes do corpo.

Cozinhar minuciosamente a carne de porco, boi e peixes de água doce é uma medida eficaz para prevenir a infecção, sendo que a carne suína mal cozida é considerada a principal fonte de transmissão da “solitária”.

No caso de infecção, os médicos utilizam medicamentos antiparasitários, como o praziquantel, no tratamento da teníase intestinal. Para aliviar os sintomas decorrentes dos cistos cerebrais, o tratamento geralmente envolve uma combinação de albendazol e/ou praziquantel, juntamente com corticosteroides.

Diversas variedades de tênias têm o potencial de causar infecções em seres humanos, incluindo:

  • Taenia saginata, também reconhecida como a tênia das vacas.
  • Taenia solium, a tênia associada aos porcos.
  • Taenia asiatica, cuja infecção ocorre por meio do consumo de carne suína na Ásia, sendo assim denominada tênia asiática.
  • Diphyllobothrium latum, conhecida como a tênia dos peixes.
  • Hymenolepis nana, uma variedade de tênia anã.

Além dessas, tênias originárias de porcos também podem ser responsáveis por infecções. Vale ressaltar que as tênias adultas de outras espécies, como Echinococcus granulosus e Echinococcus multilocularis (conhecidas como tênias dos cães), geralmente residem no intestino de cães e outros animais caninos. Em certas circunstâncias, essas tênias podem infectar humanos, levando à formação de cistos no fígado ou em outros órgãos.

Cisticercose:

Indivíduos que ingerem os ovos da tênia suína podem se tornar hospedeiros intermediários da tênia proveniente da carne de porco. Isso pode acontecer nas seguintes situações:

  • Ao ingerir ovos da tênia suína presentes em alimentos ou água contaminados por fezes humanas.
  • Ao transferir os ovos para a boca após o contato com uma pessoa infectada ou objetos contaminados, como roupas e móveis.

Pessoas com uma tênia adulta em seus intestinos podem se reinfectar ao ingerir ovos presentes em suas fezes, seja por meio de alimentos ou água contaminados, ou possivelmente quando segmentos do verme contendo ovos (proglótides) migram do intestino para o estômago, liberando ovos (autoinfecção). Essas esferas atravessam a parede intestinal e migram para várias partes do corpo, como o cérebro, músculos, outros órgãos ou mesmo o tecido sob a pele, onde formam cistos. Em humanos, essa condição é conhecida como cisticercose.

A cisticercose ocorre quando pessoas ingerem ovos da tênia suína, tornando-se hospedeiros intermediários. Isso pode ocorrer através da ingestão de alimentos ou água contaminados, contato com pessoas infectadas ou objetos contaminados. A autoinfecção pode ocorrer quando indivíduos com uma tênia adulta se reinfectam ao ingerir ovos presentes em suas fezes, levando à formação de cistos em várias partes do corpo, conhecida como cisticercose.



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