Polícia apreende adolescente suspeito de planejar ataque a escola no litoral do RS

Um adolescente de 14 anos foi apreendido na noite de terça-feira (11) pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul por suspeita de planejar um ataque a uma escola em Maquiné, cidade de aproximadamente 6.700 habitantes no litoral norte do estado. A operação foi realizada pela Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), da Polícia Civil, e pela Brigada Militar.

De acordo com informações divulgadas pela polícia, o adolescente foi detido por ato infracional análogo ao terrorismo e foi encaminhado para a delegacia de Capão da Canoa (RS). Os pais do garoto também foram presos em flagrante por apologia ao nazismo e associação criminosa, em razão do volume de material com conteúdo neonazista encontrado em sua residência.

Ainda segundo a polícia, a apreensão do adolescente se deu após a detenção de outro jovem, no Paraná, que portava materiais semelhantes. A partir daí, as autoridades descobriram a ligação entre os dois adolescentes.

A busca e apreensão na casa do adolescente em Maquiné revelou um grande volume de objetos suspeitos, como capacete, luvas, botas, roupa blindada, um cutelo, facas, canivetes, uma soqueira e simulacros. Também foi encontrada uma balaclava com estampa semelhante à usada em outros ataques a escolas.

Além disso, foram encontradas bandeiras nazistas e imagens de Adolf Hitler e Benito Mussolini, o que levou a polícia a suspeitar que os pais do adolescente também eram coniventes com a prática de nazismo do filho.

Os três envolvidos foram presos e serão apresentados em audiência de custódia nesta quarta-feira (12). O Ministério Público deverá se pronunciar à Justiça sobre a possível internação do adolescente.

A preocupação com ataques a escolas no Brasil

Essa prisão ocorre em meio a uma onda de ataques a escolas no Brasil. Em menos de dez dias, duas escolas foram atacadas, em São Paulo e Blumenau (SC), resultando em cinco mortes. Esses massacres se somam a outros oito que foram registrados no país desde agosto de 2022, o que acendeu o alerta de especialistas e autoridades de segurança pública e educação.

Diante desse cenário, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, anunciou que pretende acionar a Polícia Federal e tomar outras providências contra redes sociais e plataformas digitais que não ajudarem a combater ameaças contra escolas. Ele também cobrou das empresas a criação de canais abertos e velozes de atendimento às polícias.

Esse é um tema de extrema relevância, pois a violência nas escolas afeta diretamente a formação de crianças e adolescentes, além de trazer consequências graves para toda a sociedade.



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