No dia 1 de abril, um torcedor do Fluminense perdeu a vida após ir até um bar lotado localizado nas proximidades do estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.
Na ocasião, uma outra pessoa também ficou ferida em decorrência do tiroteio que aconteceu no local. As informações apontam que os disparos foram realizados por um Policial Penal que estava de folga.
Identificado pelo nome de Marcelo Lima, o autor do crime foi encaminhado à Delegacia de Homicídios através de policiais militares. Por lá, o policial respondeu pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil após realizar os disparos contra Thiago Leonel Fernandes de Mouta, além da tentativa de assassinar Bruno Tonni Moura que, neste momento, encontra-se em no hospital.
Pessoas que estavam se divertindo no local de lazer se depararam com o total de 9 tiros. De início, os torcedores não conseguiram entender o que estava acontecendo, no entanto, logo perceberam do que se tratava, buscando um local seguro para se proteger.
A concentração de torcedores no local aconteceu em decorrência da partida do clássico FlaxFlu, realizado no Maracanã. Apesar do fato, a briga não teve relação com a partida de futebol.
As informações apontam que o policial havia entrado em uma discussão contra as vítimas e, em determinado momento, tomou a decisão de atirar contra elas.
O caso, agora, está sendo investigado pelas autoridades policiais. A Secretaria de Administração Penitenciária também emitiu um comunicado a respeito do fato, enfatizando que repudia os atos de violência praticados através do servidores e acrescentando, ainda, que abrirá um Procedimento Disciplinar Administrativo.
Torcedores foram detidos
Policiais Militares ficaram responsáveis por deter o total de 17 participantes de torcidas organizadas antes do jogo que aconteceu neste último sábado (1).
As torcidas Força Jovem do Vasco, Jovem Fla e Raça Rubro-Negra encontram-se impedidas de se adentrarem nos estádios, e a Polícia Militar reforçou o policiamento com o auxílio de 750 policiais durante a partida.
Os profissionais buscaram evitar novas cenas de violências, como as que aconteceram no dia 13 de março, antes do início do jogo entra Vasco e Flamengo.
Os detidos possuíam ordens judiciais de afastamento dos estádios, sendo localizados na Praça da Bandeira, há aproximadamente 3km do Estádio Maracanã. Após serem localizados pelos policiais, os torcedores foram conduzidos ao JETGE (Juizado Especial do Torcedor e Grandes Eventos).
O total de 12 pessoas foram interceptadas após os alertas do sistema eletrônico de inteligência, alocados nos acessos do Maracanã. O total de 8 foram impedidos de adentrarem nos estádios por estarem portando ingressos em nome de terceiros, ao passo que quatro possuíam mandado de prisão em aberto.
Vítimas eram amigos e clientes de bar próximo do Maracanã
As vítimas do ataques eram clientes e amigos do estabelecimento ‘Os Renato’s’, localizado na Rua Izidro Figueiredo, onde o crime aconteceu. Bruno Tonini ficou ferido, ao passo que o cinegrafista Thiago Motta faleceu vítimas dos disparos do policial penal.
Em um depoimento concedido à Polícia Civil, o dono do bar informou que Thiago era um cliente da pizzaria. Durante os disparos, ele enfatizou que não estava do lado de fora, mas na cozinha. A testemunha ainda pontuou que nunca tinha visto o agressor frequentar o estabelecimento.