No fim da tarde deste domingo (2), a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) capturou uma das principais chefes da facção que controla o tráfico no Rio Grande do Norte, Andreza Cristina Lima Leitão, conhecida como Bibi Perigosa. Ela estava saindo de um shopping no bairro de Campo Grande, Zona Oeste da cidade. A prisão ocorreu graças ao monitoramento feito pela DRE, que vinha investigando a traficante havia uma semana.
Bibi Perigosa é apontada como uma das principais articuladoras dos ataques que aterrorizaram o estado do Rio Grande do Norte no mês passado. A onda de violência começou no dia 14 de março e durou até o dia 25, impactando a população potiguar. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flavio Dino, anunciou uma ajuda de 35 milhões do governo federal além de homens da Força Nacional, que ficarão no estado por tempo indeterminado.
De acordo com as investigações, Bibi Perigosa vivia escondida no Rio de Janeiro desde 2020. Ela criou um grupo de comunicação entre os criminosos que intitulou “Companhia dos Artilheiros”, responsável por promover verdadeiros atos terroristas no Rio Grande do Norte. Entre as ações realizadas, destacam-se assassinatos, roubos em série, depredação de prédios públicos e incêndios de veículos e residências.
A prisão de Bibi Perigosa é uma vitória importante para as forças de segurança do Rio Grande do Norte e para o país como um todo. Ela era uma das criminosas mais procuradas do estado e sua captura representa um duro golpe para a facção que controla o tráfico de entorpecente na região.
No entanto, é importante ressaltar que a luta contra o crime organizado é uma tarefa constante e que exige ações coordenadas e estratégias bem definidas. A prisão de Bibi Perigosa é apenas uma batalha vencida nessa guerra, e é preciso continuar investindo em inteligência e tecnologia para enfraquecer ainda mais as facções criminosas.
Além disso, é fundamental que o estado invista em políticas sociais para combater as causas que levam jovens à criminalidade, como a falta de oportunidades e a exclusão social. É preciso oferecer alternativas concretas e viáveis para que os jovens possam ter um futuro melhor e não caiam na armadilha do crime.
O trabalho das forças de segurança do Rio Grande do Norte é importante e deve ser reconhecido, mas é preciso ir além da repressão e investir em ações preventivas para garantir a segurança e o bem-estar da população. É hora de unir esforços e trabalhar juntos para construir um futuro mais justo e seguro para todos.