Câncer no intestino: entenda as causas e sintomas da doença

De acordo com as informações concedidas pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer no intestino é considerado o terceiro tipo de maior frequência no sexo masculino, perdendo, apenas, para o câncer na região da próstata e do pulmão. O tipo também é considerado o segundo de maior incidência no sexo feminino, atrás apenas do câncer de mama. As condições abrangem tumores que se iniciam nas regiões do intestino grosso (no cólon), no reto (final do intestino) e, também, no ânus.

Sintomas e causas decorrentes do câncer de intestino

O médico oncologista Arthur Ferreira, profissional do CPO/Oncoclínicas, concedeu uma entrevista para o site ‘Terra’, informando que a maioria dos tumores iniciam através de uma transformação maligna das células, sendo revestidas nesses órgãos. Por este fato, o problema tende a ser grave, necessitando que as pessoas estejam atentas.

De acordo com o profissional, há inúmeros causas que ocasionam a doença, como, por exemplo, a obesidade e o sobrepeso, além do etilismo, tabagismo e sedentarismo. O médico também destaca o alto consumo de carne processada e carne vermelha, pontuando a respeito de baixa ingestão de fibras e vegetais, diabetes, infecção pelo Papilomavírus Humano, infecção decorrente do Helicobartes Pylori, infecções como hepatites B e C, além do HPV.

A profissional Renata D’Alpino informa que o sangue presente nas fezes pode se mostrar um indício de que algo está errado em nossa saúde, enfatizando que muitos avalizam tal fato com outras causas, à exemplo de hemorroidas, ocasionando com que posterguem ajuda profissional e a realização de exames específicos. Isso ocasiona com que parte das pessoas descubram o câncer quando ele já se encontra em estágios avançados.

A especialista em tumores gastrointertinais informa que, grande parte das vezes, os tumores são descobertos de maneira tardia, quando já possui sintomas mais severos, à exemplo da constipação ou diarreia, anemia, além de causas de maior aparência, como cólicas abdominais e gases, fraquezas ou, até mesmo o emagrecimento.

Prevenções e diagnóstico da doença

O exame de colonoscopia demonstra ser o principal diagnóstico e forma de prevenção da doença. Ele é realizado através de um tubo flexível e uma câmera localizada na ponta, tendo sua introdução no intestino do paciente e sendo capaz de captar imagens que revelam se há possíveis alterações no local. Deste modo, é permitido que os profissionais descubram se há a necessidade de rremoção de biópsias e pólipos de lesão suspeitas.

Em território brasileiro, Ministério da Saúde recomenda o início do rastreio do câncer de cólon e reto na idade de 50 anos. Contudo, frisa-se que, atualmente, muitos países já tomaram a decisão de reduzir a faixa etária para 45 anos.

Tratamento

O tratamento dependerá de alguns fatores, como sua localização, como este foi apresentado, localizado ou disseminado. As abordagens do tratamento podem incluir hipóteses de realização de cirurgia, quimioterapia (que poderá ser combinada ou não com a radioterapia), além de terapias através de drogas alvo-moleculares e, também, a realização de imunoterapia.

De acordo com as informações do médico Artur Ferreira, as doenças são potencialmente curáveis quando  diagnosticadas na fase inicial, sendo praticamente incuráveis quando há sua disseminação no organismo, em metástases.

Pelos fatos citados, é necessário realizar o rastreamento precoce, objetivando que o diagnóstico consiga pegar o tumor em sua fase inicial a fazendo com que a chance de cura seja maior.  



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