AGU pede prisão de Anderson Torres, ex-secretário de Segurança do DF que facilitou a ação de terroristas

A Advocacia-Geral da União (AGU) do governo Luiz Inácio Lula da Silva solicitou neste domingo (8) a prisão do ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro e antigo secretário de Segurança do DF, Anderson Torres, depois que bolsonaristas invadiram o Palácio da Alvorada. Vale ressaltar que o ex-ministro se encontra em Orlando, na Flórida, Estados Unidos.

A AGU ordena ainda a pronta desocupação de todos os prédios públicos federais em todo o país e a dissolução dos atos nas imediações de quartéis e outras unidades militares. Todas as forças de segurança publica do Distrito Federal e dos estados devem ser empregadas, apoia a AGU.

O dia em que Manifestantes invadiram o Congresso, o Planalto e o STF

Terroristas adentraram o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, neste domingo (8). Muitos desses depredaram bens públicos e gritavam palavras de ordem.

O que aconteceu?

O movimento golpista que se estende há semanas em Brasília foi reforçado por mais de cem ônibus que chegaram com cerca de 4 mil pessoas no fim de semana, com ações planejadas através das redes sociais. Os manifestantes foram escoltados pela Polícia Militar do Distrito Federal até a Esplanada.

Apesar disso, a Polícia Militar contava com poucos homens na Esplanada dos Ministérios, que tentaram reprimir os bolsonaristas com uso de spray de pimenta. Os manifestantes dos atos antidemocráticos estavam com pedaços de paus e pedras.

Após furar o bloqueio com muita facilidade, eles dirigiram-se em direção aos prédios dos três poderes, onde deram início aos atos terroristas.

Atuação da PM

Além dos sprays de pimenta, militares usaram bombas de efeito moral na tentativa de conter os participantes do ato antidemocrático. Alguns policiais chegaram a sofrer agressões.

Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal confirmou a exoneração de Anderson Torres, secretário de Segurança, ex-ministro e aliado de Bolsonaro.

Alguns policiais militares do DF foi flagrado conversando com bolsonaristas e registrando imagens da invasão ao Congresso Nacional em seus celulares.



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